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Salvador inaugura espaço permanente para acolher mulheres vítimas de violência

Local no Shopping Bela Vista integra projeto "Luto por Elas" e oferece atendimento especializado e discrição para vítimas de violência doméstica e de gênero
Inauguração do espaço de acolhimento no Shopping Bela Vista, em Salvador.

Inauguração do espaço de acolhimento no Shopping Bela Vista, em Salvador.

— Reprodução/MPBA

11 de agosto de 2025

O Shopping Bela Vista, em Salvador, passou a abrigar, a partir desta segunda-feira (11), um espaço destinado a acolher mulheres vítimas de violência doméstica e de gênero dentro de um estabelecimento privado. O local deve operar de maneira permanente.

A estrutura integra o projeto “Luto por Elas”, do Ministério Público da Bahia (MPBA), e conta com a parceria do shopping, do bloco carnavalesco As Muquiranas, da Prefeitura de Salvador, da Defensoria Pública e de outras instituições. O objetivo é oferecer um ambiente seguro, discreto e com atendimento especializado, fortalecendo a rede de proteção às vítimas.

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O espaço será atendido por profissionais capacitados e por estagiários das áreas de Psicologia e Assistência Social. As equipes irão ouvir as vítimas, preencher formulários de risco e realizar encaminhamentos para a rede de proteção.

Além da estrutura permanente, também foi inaugurada a Sala Agosto Lilás, que funcionará durante todo o mês com debates e ações de prevenção à violência contra as mulheres, além de oferecer orientações diretas às vítimas.

Rede de apoio

Segundo a promotora de Justiça Sara Gama, coordenadora do Núcleo de Enfrentamento às Violências de Gênero em Defesa dos Direitos das Mulheres (Nevid), o espaço representa um avanço ao oferecer proteção também em locais de circulação cotidiana.

“O Ministério Público, junto com os parceiros, pensou em criar um ambiente permanente para acolher mulheres vítimas de qualquer tipo de violência. Esse espaço é fundamental, porque também acolhe mulheres que trabalham ou circulam no shopping”, afirmou em nota pública.

A secretária de Política para as Mulheres, Fernanda Lordello, ressaltou a necessidade de ampliar espaços de escuta qualificada:
“Precisamos de lugares onde as mulheres possam ser ouvidas e cuidadas por equipes especializadas. É assim que vamos conseguir reduzir os casos de feminicídio e violência. Quando uma mulher é destruída, toda a família sofre. Por isso, essa é uma questão de toda a sociedade.”

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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