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Sobe para 20 número de mortos pela PM na Baixada Santista em 2024; moradores protestam

Dois homens morreram no último domingo (11) na ação que faz parte de nova fase da Operação Escudo; indignados, moradores protestam em Santos
Viaturas da Polícia Militar de São Paulo durante reintegração de posse no Centro Paula Souza, em SP.

Foto: Rovena Rosa / Agência Brasil

14 de fevereiro de 2024

Sobe para 20 o número de pessoas mortas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) na Baixada Santista, de acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP). 

As últimas mortes ocorreram no último domingo (11), durante uma ronda da Rondas Ostensivas Tobias de Aguiar (Rota). Segundo a SSP, houve um suposto confronto entre os policiais e um homem de bicicleta, que morreu na Unidade de Pronto Atendimento (UPA), na zona noroeste.

A segunda morte ocorreu no sábado (10), onde um homem teria resistido à ordem de parada dos agentes e foi morto a tiros. 

Moradores de bairros em Santos denunciaram a prática de execuções, torturas e abordagens violentas em protesto no último domingo. Os relatos foram colhidos pela Ouvidoria da PMSP, pela Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP)e por parlamentares. Diante da instabilidade na segurança, a Prefeitura de São Vicente cancelou o carnaval de rua na cidade.

O Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDCH) também expressou preocupação com as “graves violações de direitos humanos que têm ocorrido durante a chamada Operação Escudo”, diz trecho de nota divulgada nas redes sociais.

De acordo com a SSP, três policiais foram mortos na região desde o início do ano, quando começaram as operações. Ainda segundo o órgão, todos os óbitos estão em apuração.

A região é alvo da segunda fase da Operação Escudo, deflagrada em fevereiro, após a morte de um policial militar na Baixada Santista. Ao mesmo tempo, é realizada a Operação Verão com o reforço de policiais da Rota e do Comando de Operações Especiais (COE).

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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