O Brasil registrou, em outubro deste ano, 358.553 pessoas em situação de rua em todo o país, das quais 60% estão no sudeste. Os dados são do levantamento do Observatório Brasileiro de Políticas Públicas com População em Situação de Rua (OBPopRua), divulgados no domingo (2).
A pesquisa do grupo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) considerou informações obtidas na plataforma do Cadastro Único (CadÚnico), que concentra registros de assistência social dos municípios.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
De acordo com o levantamento, o estado de São Paulo registrou cerca de 41% do total, com 148.730 pessoas nestas condições. Destas, 99.477 vivem na capital paulista.
Em seguida, o Rio de Janeiro e Minas Gerais ocuparam, respectivamente, o segundo e o terceiro lugar da listagem. As cidades fluminenses registraram 33.081 pessoas, e as mineiras, 32.685.
O menor número de pessoas em situação de rua foi registrado em Roraima, com 9.954. As três unidades federativas do Sul apareceram um pouco abaixo no levantamento. No Paraná, foram observadas 17.091 pessoas; no Rio Grande do Sul, 15.906 e em Santa Catarina, 11.805.
Mesmo apresentando o menor índice, Roraima se destaca pelo aumento exponencial na população em situação de rua, que, em 2018, era de pouco mais de 1.000 pessoas. O valor é quase dez vezes maior do registrado há sete anos. O crescimento é superior ao do país, que saltou de 138 mil para 358 mil pessoas.
Os pesquisadores ressaltam a falta de avanço na garantia de direitos dessa população, majoritariamente negra e historicamente vulnerabilizada, e a ausência de transparência nos dados sobre o grupo social.