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Suspeitos de matar professores indígenas há 16 anos vão a júri popular

Decisão da Justiça confirma julgamento de fazendeiros por duplo homicídio de professores Guarani Kaiowá em disputa por terra tradicional
A imagem mostra uma estátua da Justiça.

A imagem mostra uma estátua da Justiça.

— Reprodução / Pexels

11 de julho de 2025

A Justiça Federal de Mato Grosso do Sul confirmou a decisão que leva a júri popular cinco acusados pela morte de dois professores indígenas Guarani Kaiowá, em 2009, no município de Paranhos (MS).

O crime ocorreu em área de disputa territorial reivindicada pelos Guarani Kaiowá. No dia 31 de outubro de 2009, cerca de 50 indígenas estavam acampados na comunidade Tekoha Ypo’i quando homens armados invadiram o local, agredindo e atirando contra o grupo.

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O desaparecimento de Rolindo Vera e Jenivaldo Vera foi constatado pela comunidade após ataque. Uma semana depois, o corpo de Jenivaldo foi localizado próximo ao local do conflito. A segunda vítima nunca foi encontrada. 

Mais de 16 anos depois, a sentença da 1ª Vara Federal de Ponta Porã confirmou a submissão dos cinco suspeitos ao Tribunal do Júri, ainda sem data definida. 

Os fazendeiros Fermino Aurélio Escobar Filho, Evaldo Luiz Nunes Escobar e Rui Evaldo Nunes Escobar, o ex-candidato a prefeito Joanelse Tavares Pinheiro e o comerciante Antônio Pereira serão julgados por duplo homicídio qualificado, com uso de recurso que dificultou a defesa das vítimas.

Para os magistrados, os autos do processo apontam indícios suficientes de materialidade e autoria do crime. Os réus recorreram ao Tribunal Regional Federal da 3ª Região (TRF3) pedindo absolvição, mas o recurso foi negado.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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