O Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro (TJRJ) realiza, nesta terça-feira (10), o Júri Popular dos dois policiais militares réus pela morte do estudante Thiago Menezes Flausino, de 13 anos, durante uma abordagem na Cidade de Deus, favela da capital fluminense.
No dia 7 de agosto de 2023, o adolescente e um amigo foram abordados pelos PMs Diogo Pereira Leal e Aslan Wagner Ribeiro de Faria, após caírem de uma motocicleta. Os agentes, que estavam em um carro descaracterizado, desceram do veículo atirando e atingiram Thiago com três tiros. De acordo com a Agência Brasil, há registros da vítima sendo morta, mesmo depois de imobilizada.
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Inicialmente, a Justiça havia marcado o julgamento de Diogo e Aslan Wagner para o dia 27 de janeiro, mas a data foi remarcada após divergências relacionadas a uma prova apresentada pela Defensoria Pública do Rio de Janeiro (DPRJ).
A expectativa é que 11 testemunhas sejam ouvidas, sendo cinco da defesa, cinco da acusação e o sobrevivente Marcos Vinicius. Na ação, o Ministério Público do Rio (MPRJ) cita inconsistências nas versões apresentadas pelos PMs, que utilizavam um carro particular no momento da abordagem.
Ao longo do processo, a defesa de Leal acusou a vítima de integrar o tráfico da Cidade de Deus. O menino e seu amigo não possuíam ficha criminal.
Em setembro de 2023, a Justiça decretou a prisão preventiva da dupla e mais dois policiais do Choque que estavam presentes na ocorrência, Roni Cordeiro de Lima e Silvio Gomes dos Santos. No entanto, em junho do ano passado, o tribunal entendeu que eles não tinham participação direta no homicídio e determinou a soltura de Lima e Santos.