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Uefa suspende provisoriamente Gianluca Prestianni por acusação de racismo contra Vini Jr.

Atacante do Benfica está fora do jogo de volta contra o Real Madrid; regulamento prevê punição mínima de dez jogos se culpa for confirmada
O atacante brasileiro do Real Madrid, número 07, Vinicius Junior, disputa a bola com o atacante argentino do SL Benfica, número 25, Gianluca Prestianni, durante a partida de ida da fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA entre SL Benfica e Real Madrid CF, no Estádio da Luz, em Lisboa, em 17 de fevereiro de 2026.

O atacante brasileiro do Real Madrid, número 07, Vinicius Junior, disputa a bola com o atacante argentino do SL Benfica, número 25, Gianluca Prestianni, durante a partida de ida da fase eliminatória da Liga dos Campeões da UEFA entre SL Benfica e Real Madrid CF, no Estádio da Luz, em Lisboa, em 17 de fevereiro de 2026.

— Patricia de Melo Moreira/AFP

23 de fevereiro de 2026

A União das Associações Europeias de Futebol (Uefa) anunciou nesta segunda-feira (23) a suspensão provisória do atacante argentino Gianluca Prestianni, do Benfica, acusado de proferir insultos racistas contra o brasileiro Vini Jr, do Real Madrid. A medida impede a participação do jogador no jogo de volta do playoff de acesso às oitavas de final da Liga dos Campeões, marcado para quarta-feira (25) no estádio Santiago Bernabéu.

O Órgão de Controle, Ética e Disciplina (CEDB, na sigla em inglês) da entidade decidiu pela suspensão cautelar antes mesmo da conclusão da investigação aberta após a partida realizada na terça-feira (17) em Lisboa. O Real Madrid venceu o confronto por 1 a 0, com gol de Vini Jr.

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“Esta medida cautelar não afetará qualquer decisão que os órgãos disciplinares da UEFA venham a adotar posteriormente, após a conclusão da investigação em curso, e seu respectivo encaminhamento aos órgãos disciplinares”, explicou a confederação em nota.

Segundo o relato de Vini Jr. aos árbitros durante a partida, Prestianni o chamou de “macaco” após a comemoração do gol, na qual o brasileiro dançou diante da torcida adversária. O atacante francês Kylian Mbappé, companheiro de equipe de Vini Jr., afirmou que Prestianni repetiu o insulto cinco vezes.

Nas imagens da transmissão de TV, é possível ver Mbappé chamando o jogador do Benfica de “racista” durante o tumulto.

Prestianni nega as acusações. “Nunca fui racista com ninguém e lamento as ameaças que recebi dos jogadores do Real Madrid”, disse o argentino em publicação nas redes sociais após a partida.

O Benfica divulgou novo comunicado nesta segunda-feira reiterando apoio ao atleta. “O Sport Lisboa e Benfica reitera que apoia e acredita plenamente na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestianni, cuja conduta a serviço do clube sempre foi pautada pelo respeito pelos adversários, pelas instituições e pelos princípios que definem a identidade benfiquista”, afirmou o clube.

A nota acrescenta que “o clube lamenta a campanha de difamação da qual o jogador tem sido vítima” e ressalta seu “compromisso histórico e intransigente com a defesa dos valores da igualdade, do respeito e da inclusão, que vão ao encontro dos valores fundamentais da sua fundação e que têm em Eusébio o seu símbolo maior”.

Regulamento e possíveis punições

Se a Uefa considerar Prestianni culpado de proferir insultos racistas, a punição mínima prevista no regulamento da entidade é de dez jogos de suspensão.

O técnico do Benfica, José Mourinho, também não estará no banco de reservas na partida de volta. O português foi expulso no jogo em Lisboa e cumprirá suspensão automática. Mourinho criticou a comemoração de Vini Jr.,  e afirmou que o brasileiro provocava os torcedores e jogadores do Benfica.

O técnico também negou que o Benfica seja um clube racista, citando Eusébio, maior ídolo da história do clube, que era negro. O técnico do Real Madrid, Álvaro Arbeloa, rebateu o argumento alegando que “não podemos colocar a vítima como provocador, nada justifica um ato racista”.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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