A União das Federações Europeias de Futebol (Uefa) abriu, nesta quarta-feira (18), uma investigação para apurar um caso de racismo envolvendo o atacante Vinícius Júnior, o Vini Jr., durante a partida entre Real Madrid e Benfica, válida pela ida da repescagem da Liga dos Campeões. O processo disciplinar é consequência de supostos insultos racistas proferidos por Gianluca Prestianni, da equipe portuguesa.
A entidade designou um inspetor de Ética e Disciplina para apurar as alegações de comportamento discriminatório durante o jogo e que mais detalhes sobre o caso serão divulgados oportunamente.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
O episódio ocorreu na terça-feira (17) após Vini Jr. abrir o placar com o gol que garantiu a vitória do Real Madrid e comemorar próximo à bandeira de escanteio, em frente ao banco do Benfica. O brasileiro recebeu cartão amarelo do árbitro François Letexier pela comemoração.
Na sequência, o atacante do Benfica teria o chamado de “mono” (macaco, em espanhol). O protocolo antirracismo foi acionado pelo árbitro, mas nenhuma punição imediata foi aplicada, e a partida seguiu normalmente.
Após a abertura da investigação, o Benfica divulgou uma nota oficial declarando apoio à versão apresentada por Gianluca Prestianni, que nega as acusações.
“O Sport Lisboa e Benfica reitera ainda que apoia e acredita plenamente na versão apresentada pelo jogador Gianluca Prestianni, cuja conduta ao serviço do Clube sempre foi pautada pelo respeito pelos adversários, pelas instituições e pelos princípios que definem a identidade benfiquista. O Clube lamenta a campanha de difamação de que o jogador tem sido vítima”, declarou em comunicado.
Segundo o artigo 14 do Código Disciplinar da Uefa, Prestianni pode ser suspenso por, no mínimo, dez partidas ou penalidade equivalente caso seja punido por atos racistas.