O Conselho Universitário da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) aprovou, nesta quinta-feira (30), a criação de cotas para pessoas trans em todos os cursos da graduação e pós-graduação.
Aprovada por 31 votos favoráveis e uma abstenção, a medida que reserva 2% das vagas para pessoas transexuais, travestis e não binárias passará a valer para os processos seletivos do próximo ano.
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Considerada como um marco histórico na política de inclusão da UFRJ, a decisão ressalta a importância do compromisso das instituições de ensino superior com a diversidade.
Na reunião do Conselho, a pró-reitora de Graduação, Maria Fernanda Santos Quintela, destacou que o tema passou a ser prioridade após a proposta apresentada pela deputada estadual Dani Balbi (PCdoB), ainda durante o período eleitoral para a reitoria.
Primeira deputada trans da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e também a primeira doutora e professora trans da história da UFRJ, Balbi celebrou a aprovação.
“A UFRJ assume, com coragem e sensibilidade, o compromisso de reparar desigualdades históricas. As cotas trans são mais do que uma política afirmativa — são um gesto de justiça social e de reconhecimento do direito de existir com dignidade dentro da universidade”, afirmou.
Durante a reunião do Conselho Universitário, a deputada destacou ainda o impacto da medida na formação e na vida dos estudantes.
“Muito se diz, e é importante dizer, que a adoção de cotas para pessoas trans e não binárias melhora sensivelmente a vida dessas pessoas. Mas é importante também dizer o quanto a qualidade dessa universidade melhora quanto mais diversa ela é”.