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Vulnerabilidade social afeta crescimento de crianças indígenas, indica estudo

Líder de pesquisa aponta que o baixo crescimento das crianças indígenas está associado à desigualdade e à privação crônica de direitos
Uma criança indígena de costas com um bebê nos braços.

Uma criança indígena de costas com um bebê nos braços.

— Reprodução/Rovena Rosa/Agência Brasil

21 de fevereiro de 2026

Uma pesquisa da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), publicada na revista científica norte-americana Jama Network, apontou a relação entre a vulnerabilidade social e o baixo crescimento de crianças indígenas e em situação de pobreza. 

O estudo contou com pesquisadores do Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs), da Fiocruz Bahia, e analisou informações de 6 milhões de crianças brasileiras de até nove anos que convivem com a desigualdade, obtidas na base de dados Coorte de 100 Milhões de Brasileiros.

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De acordo com o ensaio, as crianças destes grupos lidam cada vez mais cedo com o crescimento e o peso fora do padrão estimado pela Organização Mundial da Saúde (OMS). 

Os especialistas destacam que o risco de sobrepeso e obesidade é ampliado pelo crescimento abaixo do esperado.

O levantamento indica que, em algumas regiões, as crianças indígenas não chegaram à altura média adequada até a idade limite da amostragem (nove anos), problema que pode resultar em comorbidades permanentes.

“Nas crianças indígenas, este é um fator associado à privação crônica, desigualdade e desenvolvimento social, condições precárias de vida e saúde, determinantes sociais históricos e insegurança alimentar”, destaca Gustavo Velasquez, líder da pesquisa, em nota à imprensa.

A Fiocruz recomenda o desenvolvimento de políticas específicas, intersetoriais e culturalmente sensíveis destinadas aos grupos e territórios prioritários, com atenção especial ao fortalecimento do monitoramento do estado nutricional e dos indicadores de crescimento. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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