Antes de emprestar sua voz ao mundo, KING Saints já ditava o ritmo dos bastidores. Agora, a artista dá um passo decisivo em sua trajetória ao assinar sete faixas de “EQUILIBRIVM”, novo álbum de Anitta, incluindo a música que homenageia “Nanã”.
Mais do que uma colaboração técnica, KING ocupa um espaço de prestígio e raridade na indústria: o de quem escreve, cria e interpreta, quebrando a barreira que muitas vezes separa compositores da linha de frente.
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Inserida em um mercado que historicamente invisibiliza talentos de mulheres negras, a trajetória de KING Saints, ou Cinthya Ribeiro dos Santos (nome de batismo), é um exercício de ocupação.
Sua presença no projeto de Anitta não é apenas um crédito; é um manifesto de quem aprendeu a navegar na indústria em seus próprios termos, sem abrir mão da identidade periférica e territorial.
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Da caneta para o holofote
A transição de compositora para artista em evidência ganha tração com este lançamento. Enquanto muitos nomes permanecem no anonimato das fichas técnicas, KING surge como uma força híbrida que vai e vem pelos dois espaços.
“Sinto que bati no teto do meu trabalho em uma experiência única. Eu acredito que saí das sessões também com um diploma em música e negócios porque foi um aprendizado compor para esse álbum que já começou gigante. Nanã foi um ato enorme de generosidade por dela. Tive a chance de conhecer mais sobre a história da Anitta, ver um pouco sobre seu momento de carreira e traduzir tudo isso em música. Acho que para ela foi positivo, mas para mim, foi transformador e curativo. Me fez entender os motivos pela qual eu faço o que eu faço, tá ligado?”, pontua KING.
O histórico da artista impressiona. Antes de “EQUILIBRIVM”, KING já havia carimbado sua assinatura em trabalhos de ícones como Elza Soares, Negra Li, Iza, Ludmilla e Karol Conká, além de integrar a equipe de criação do álbum “Doce 22”, de Luísa Sonza (indicado ao Grammy Latino).
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Identidade e território
Cria de Duque de Caxias, KING Saints carrega a vivência da Baixada Fluminense em sua estética. Artista bissexual, ela lapidou sua performance nos palcos das boates cariocas e em edições consecutivas da Parada do Orgulho LGBTQIAP+ de Copacabana e de sua cidade natal.
Essa bagagem cultural transborda em sua discografia solo, como no álbum “Músicas para Marolar”, onde costura Boombap, Funk, R&B e Trap.
Com a chegada de “EQUILIBRIVM” às plataformas, a expectativa da artista é que o público conecte de vez o nome KING a uma assinatura criativa que já molda o pop contemporâneo brasileiro, mas que agora exige ser ouvida em voz própria.