Ebony, revelação do cenário musical brasileiro, abriu o jogo sobre sua carreira no rap e o que pensa sobre a cenário do gênero musical no Brasil.
A artista, que se autoedeclara “mercadologicamente pop” explicou que “a estrutura do rap que a gente tem hoje em dia, foi muito pensada para o homem. Não sei se eles estão passando maquiagem horas antes do show, eles não esquentam nem a voz. Quando vi que a estrutura era essa fui entendendo que eu estava precisando de uma estrutura que já existe… no pop!”, afirmou Ebony em entrevista ao podcast Match O Papo, do Tinder.
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Com uma trajetória que a levou aos palcos dos principais festivais do país, como The Town, Afropunk e Rock The Mountain, Ebony consolidou-se como uma das vozes femininas mais potentes do rap nacional. Sua presença de palco, estética ousada e letras que transitam entre vulnerabilidade e força lhe renderam destaque em listas de artistas revelação e convites para colaborações com grandes nomes do gênero, firmando-a como uma superpotência da nova cena musical brasileira.
Mais do que musical, o processo de amadurecimento de Ebony também passa por se entender enquanto mulher e artista. “Minha relação com rappers sempre foi sobre a possibilidade deles terem uma relação comigo. Não estou disposta a ser ‘mina’ de ninguém”, destacou. “Não odeio homens, pelo contrário. Acho que a construção deles na sociedade os corrompeu.”
Essa consciência transformou completamente a forma da artista de se ver e de se relacionar. “Entendi que essa persona [hiperssexualizada] podia cair, e minha forma de interagir com os homens mudou completamente. Hoje, minha personalidade é o melhor filtro que eu poderia ter. Só me envolvo com quem vê além da miragem e não tem medo disso”, pontuou.
No podcast apresentado por Valentina Bandeira, a cantora também falou sobre seu primeiro amor e como se descobriu uma mulher bissexual. O programa está disponível no YouTube e no Spotify.