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Encontro celebra escritoras negras do DF e homenageia trajetória de autoras no Festival Latinidades

Na quinta edição, o coletivo Julho das Pretas que Escrevem homenageia escritoras, jornalistas e artistas negras e promove trocas literárias e culturais no mês da Mulher Negra Latino-Americana
Escritoras negras no IV Encontro Julho das Pretas que Escrevem, no Distrito Federal.

Escritoras negras no IV Encontro Julho das Pretas que Escrevem, no Distrito Federal.

— Divulgação/@andarapebrasil

23 de julho de 2025

O coletivo Julho das Pretas que Escrevem realiza no próximo sábado, 26 de julho, a quinta edição de seu encontro anual, como parte da programação do Festival Latinidades, em Brasília. Com o tema “Escrever o afrofuturo”, o evento ocorre das 14h às 18h no Museu Nacional da República e faz parte da agenda nacional do Julho das Pretas, que marca o Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela.

Criado em 2021, o coletivo reúne atualmente cerca de 70 mulheres negras do Distrito Federal com produção em diversos gêneros literários. A proposta do encontro é fortalecer vínculos, dar visibilidade às autoras e estimular novas escritoras e profissionais da cadeia do livro. 

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O evento também funciona como estratégia para combater apagamentos e valorizar narrativas negras no campo da literatura e da oralidade.

Seguindo a tradição de destacar personalidades da palavra, a edição de 2025 homenageia a poeta e tradutora Ana Rossi, a escritora Andressa Marques, a jornalista Juliana Cézar Nunes, a compositora e mestra da cultura popular Martinha do Coco e a escritora Ramíla Moura Mendes Vieira. 

As homenagens buscam reconhecer a diversidade de vozes e trajetórias entre as mulheres negras que atuam com a escrita, dentro e fora do mercado editorial.

Ana Rossi, com carreira literária iniciada na França, tem oito livros publicados e uma atuação também como tradutora. Andressa Marques, doutora em Literatura, venceu o concurso Toca Literária com o romance de estreia “A construção”. 

Martinha do Coco é referência na cultura popular do DF, com composições enraizadas nos ritmos nordestinos e nas tradições orais. Juliana Cézar é uma jornalista premiada, integrante da Comissão de Jornalistas pela Igualdade Racial (Cojira-DF). Já Ramíla Moura, jornalista e escritora, destaca-se por sua produção entre crônicas, poesia e canções autorais.

Programação do evento

A programação inclui abertura institucional, homenagens, lançamento de livros, sarau e exposição de obras. Entre os lançamentos, estão “Oralidade agora se escreve”, coletânea organizada por Lia Vieira com textos de autoras de várias regiões do Brasil, “Ananse”, de Nanda Fer Pimenta, e “Ipês não são domesticáveis”, de Waleska Barbosa, idealizadora do coletivo.

Além da celebração literária, o encontro busca ampliar o acesso do público à literatura produzida por mulheres negras no DF, criando pontes entre autoras, leitoras e profissionais do livro. A participação é gratuita, com inscrições via formulário nas redes sociais do coletivo (@julhodaspretasqueescrevemdf).

Serviço

Julho das Pretas que Escrevem no DF

Quando: 26 de julho de 2025

Horário: 14h às 18h

Onde: Museu Nacional da República – Anexo II – Setor Cultural Sul, Lote 2 próximo à Rodoviária do Plano Piloto, Brasília

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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