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Sequência de autobiografia de Maya Angelou é lançada no Brasil

Obra acompanha a busca da autora por independência, identidade e recomeços nos anos 1940
A escritora Maya Angelou.

A escritora Maya Angelou.

— Reprodução/Redes sociais

19 de julho de 2026

O livro “Venham e juntem-se a mim”, segundo volume da série autobiográfica de Maya Angelou, chega ao Brasil como lançamento da Editora Nova Fronteira. Reconhecida mundialmente por sua obra e por sua atuação na luta pelos direitos civis nos Estados Unidos, a autora constrói um relato poderoso sobre os anos que marcaram sua entrada na vida adulta.

No livro, a autora revisita o período em que, ainda adolescente, precisou criar sozinha o filho recém-nascido enquanto enfrentava empregos precários, relacionamentos instáveis e as limitações impostas por uma sociedade marcada pelo racismo e pela desigualdade.

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Entre erros, descobertas e recomeços, Maya busca encontrar seu lugar no mundo como mulher, mãe e artista em formação.

Ambientada nos anos 1940, a narrativa dá continuidade aos eventos do aclamado “Eu sei por que o pássaro canta na gaiola“, acompanhando a jornada de uma jovem determinada a construir a própria independência.

Com a escrita lírica, franca e profundamente humana que se tornaria sua marca registrada, ela transforma essas experiências pessoais em reflexões universais sobre pertencimento, liberdade e resistência. 

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Batizada como Marguerite Ann Johnson, Maya Angelou nasceu em 1928 e foi uma das maiores ativistas negras dos Estados Unidos. Ao lado de Martin Luther King Jr. e Malcolm X, com quem manteve uma amizade próxima, lutou pelo fim da segregação racial em seu país, além de ter trabalhado em missões humanitárias pelo continente africano.

Atuou em cinema, teatro e TV, mas foi como poeta e escritora que encontrou mais expressividade. Sua autobiografia Eu sei por que o pássaro canta na gaiola, um grande best-seller, deu voz a mulheres que sofrem abuso, preconceito e submissão. Entre suas obras, destaca-se também “Carta a minha filha”, o legado de seu trabalho em favor da vida, da igualdade e da liberdade. A escritora faleceu em 2014, aos 86 anos.

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