A exposição “Do Morro ao Mar”, do artista brasileiro Josemar Blures, em cartaz na Fortaleza de Maputo, propõe uma aproximação entre a periferia de Salvador, na Bahia, e bairros da capital moçambicana. A mostra estabelece paralelos históricos e culturais a partir da relação das duas cidades com o oceano e levanta questões para o campo social, político e das artes.
O projeto reúne fotografias, poemas-cartas e vestígios ligados à natureza e à memória urbana. As obras dialogam com a história da antiga capital do Brasil e com o processo de formação da cidade de Maputo, a partir do espaço simbólico da fortaleza, que ocupa posição central na narrativa histórica moçambicana.
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As obras apresentadas contam também com contribuições dos artistas brasileiros Radí Conceição e Emanoel Saravá. O conjunto articula elementos materiais e simbólicos que remetem ao nascimento de Salvador e ao desenvolvimento de Maputo, duas cidades separadas por mais de sete mil quilómetros, mas ligadas por processos históricos comuns.
Entre os pontos de contato destacados pela curadoria está a proximidade das duas cidades com o mar. A exposição distribui obras pelas paredes da fortaleza, combinando imagens, frases e cartas que permitem associar o “morro”, entendido como a periferia urbana brasileira, a bairros de Maputo como Chamanculo e Mafalala.
A iniciativa integra as ações da Flotar Plataforma, em colaboração com o Instituto Guimarães Rosa e a Embaixada do Brasil em Moçambique. Um dos intuitos da exposição é celebrar os 50 anos de relações diplomáticas entre o Brasil e Moçambique.
Mais informações podem ser encontradas na página oficial da exposição no Instagram.