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AFROPUNK Brasil terá shows de Emicida, Gilberto Gil e Jorja Smith

Festival passa por Rio, Recife e Salvador e divulga primeiros nomes do line-up com artistas nacionais e internacionais; edição principal na capital baiana terá dois dias de programação
O rapper e cantor brasileiro Emicida, um dos primeiros nomes confirmados para o Festival AFROPUNK 2026.

O rapper e cantor brasileiro Emicida, um dos primeiros nomes confirmados para o Festival AFROPUNK 2026.

— Walter Firmo/Divulgação

15 de abril de 2026

O AFROPUNK Brasil retorna em 2026 com uma proposta ampliada. O festival levará a música negra contemporânea para três cidades do país. A expansão foi apresentada nesta terça-feira (14) durante o IDW Movimenta, evento realizado na Casa de Francisca, no centro de São Paulo.

As sócias da IDW Company, Ana Amélia Nunes e Potyra Lavor, revelaram as cidades que receberão o evento. A jornada começa no dia 27 de junho, no Terreirão do Samba, no Rio de Janeiro, com uma edição do AFROPUNK Experience. 

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A sequência ocorre em Recife, no dia 12 de setembro, também no formato Experience. O festival retorna a Salvador nos dias 7 e 8 de novembro, no Parque de Exposições, com a edição principal.

Leia mais: Bahia lança camisa para celebrar a cultura negra em parceria com o Afropunk Brasil

Line-up reúne nomes de diferentes gerações

A primeira leva de nomes confirmados inclui Jorja Smith, artista britânica do R&B contemporâneo. A cantora construiu uma trajetória sólida com músicas que transitam entre soul, R&B e outras influências da música negra global. Seu retorno ao Brasil acontece em um momento de maturidade artística.

Gilberto Gil representa o elo entre passado e presente. O cantor chega ao festival após o encerramento da turnê “Tempo Rei”, que celebrou mais de 60 anos de carreira. 

Emicida reforça seu papel como uma das vozes do rap nacional. O artista lançou no fim de 2025 o projeto “Emicida Racional VOL 2 – Mesmas Cores & Mesmos Valores”, que revisita referências do gênero.

A curadoria também destaca sonoridades regionais. Gaby Amarantos chega com a energia do projeto “Rock Doido” (2025), que traduz referências do tecnobrega, estética pop e elementos da cultura paraense. 

Lazzo Matumbi, uma das vozes fundacionais da música negra baiana contemporânea, também integra o line-up. Sua obra ajudou a consolidar a afirmação estética e política da negritude na música brasileira.

NandaTsunami surge como uma das vozes da nova geração. Com o álbum de estreia “É Disso Que Eu Me Alimento” (2025), a artista mistura rap, funk e moda, com performance que dialoga com estética, atitude e narrativa.

O festival amplia sua presença no país e mantém Salvador como eixo central. Foto: Divulgação

AFROPUNK Experience

O AFROPUNK Experience Rio de Janeiro, que ocorre pela segunda vez no Terreirão do Samba, já anuncia Edson Gomes. O cantor e compositor, com 40 anos de carreira, é considerado o maior ícone do reggae resistência. 

Rachel Reis também integra o line-up carioca, com repertório do novo projeto “Divina Casca”, como “Alvoroço”, “Ensolarada”, “Apavoro” e “Sexy Yemanjá”, além de sucessos do álbum de estreia “Meu Esquema” (2022).

O AFROPUNK Experience Recife, pela primeira vez na UFPE, tem três nomes confirmados. Lia de Itamaracá, a mais célebre cirandeira do Brasil, recebe a cantora Daúde para um show. Ebony, cantora carioca consolidada como um dos nomes do rap nacional, também se apresenta.

Leia mais: Iniciativa oferece formação gratuita em produção cultural com vivência no AFROPUNK Brasil

Serviço

AFROPUNK Brasil 2026 

Quando: Rio de Janeiro – 27/06; Recife – 12/09; Salvador – 7/11 e 8/11 

Onde: 

Edição 2026 Rio de Janeiro – 27/06 – Terreirão do Samba – R. Benedito Hipólito, 66 

Edição 2026 Recife – 12/09 – UFPE – Av. Prof. Moraes Rego, 1235 

Edição 2026 Salvador – 7/11 e 8/11 – Parque de Exposições – Av. Luís Viana Filho, 1590

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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