O Festival Latinidades divulgou a programação de sua 19ª edição, que acontece entre os dias 1º e 4 de julho, em Brasília. Neste ano, o evento coloca a saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores da cultura no centro das discussões e reúne atividades voltadas ao cuidado, à ancestralidade, ao empreendedorismo negro e à literatura.
Criado em Brasília, o Latinidades é reconhecido como o primeiro festival de mulheres negras da América Latina. Em 2026, a programação parte do tema “Saúde Mental Importa!” para discutir as condições de vida e trabalho de profissionais da cultura.
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“Não desejamos tratar a saúde mental apenas a partir da exaustão e do adoecimento. Sabemos que arte e cultura são linguagens que transformam e, nesse sentido, o Latinidades também propõe abrir espaço para falar de felicidade, descanso, prazer, desejo, espiritualidade, comunidade e bem viver”, afirma a idealizadora do festival, Jaqueline Fernandes, em nota à imprensa.
A abertura acontece em 1º de julho com o encontro “Quem cuida de quem produz?”, voltado a produtoras, técnicas e profissionais negras da cultura. A atividade terá vivências sensoriais, roda de escuta e almoço coletivo para discutir saúde mental, pertencimento e sustentabilidade da vida no setor cultural.
No mesmo dia, será inaugurada a exposição Chão Ancestral, na Rodoviária do Plano Piloto. A mostra celebra os 280 anos do Quilombo Mesquita e destaca a trajetória das mulheres quilombolas.
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Debates, feira e humor integram programação junto de pesquisa nacional
As atividades do dia 2 de julho, no Museu Nacional da República, incluem a vivência “Pura Alquimia Intuitiva: Meditação Alquímica do Fogo”, a atividade formativa “Fios ancestrais: Juventudes de Terreiro e os Saberes das Yabás”, além de uma feira de empreendedoras negras e da Casa da Igualdade Racial, realizada em parceria com o Ministério da Igualdade Racial.
A programação será encerrada com o Festival Humor Negro, , que reúne artistas da cena do humor negro brasileiro.
Já no dia 3, o destaque fica para a mesa “Arte, saúde mental e bem viver”, com participação de Linn da Quebrada e Karol Conká. O festival também recebe o debate “Audiências Brasileiras: cultura negra, construção de público e propósito” e o lançamento do programa “Descansa Nêga”, do Fundo Agbara.
Um dos destaques desta edição é o desenvolvimento de uma pesquisa nacional sobre saúde mental de trabalhadoras e trabalhadores da cultura. O levantamento será realizado pelo Instituto Afrolatinas em parceria com o data_labe e o Coletivo Mawê.
A iniciativa busca produzir dados sobre as condições de vida e trabalho de profissionais da cultura em diferentes regiões do país.
Literatura encerra programação em Brasília
O último dia do festival acontece na Universidade Afrolatinas com o evento “Julho das Pretas que escrevem no DF convida a escritora Ana Maria Gonçalves”.
A atividade reunirá autoras do Distrito Federal em uma programação com sarau, homenagens e palestra de Ana Maria Gonçalves, autora de Um Defeito de Cor.
Além da programação em Brasília, o Festival Latinidades realizará atividades nos Estados Unidos ao longo do mês de julho.
Nos dias 24 e 25, os bairros do Brooklyn e Harlem, em Nova York, receberão exibições do documentário Afrolatinas: mulheres negras em movimentos, produzido pela Universidade Afrolatinas e pela Odun Filmes.
Já no dia 26 de julho, o Afro-Latinas Concert ocupará o Central Park. O espetáculo, realizado em parceria com o SummerStage e o Afro-Latino Festival, reunirá artistas da América Latina, Caribe e Estados Unidos em uma celebração dedicada às mulheres negras.
Entre as atrações confirmadas estão Luedji Luna, que receberá Liniker como convidada, além de Susana Baca, Mai-Elka Prado Gil, Lady G e DJ Agent DMZ.
Mais informações da 19ª edição do Festival Latinidades podem ser encontradas no site oficial do evento.
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