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Festival Latinidades reúne 10 mil pessoas em Brasília para celebrar a cultura negra

A 18ª edição do evento homenageou personalidades e promoveu diversas atrações protagonizadas por artistas negros
A atriz Luana Xavier, protagonista do espetáculo "Pequeno Manual Antirracista", durante o Festival Latinidades, em 23 de julho de 2025, em Brasília (DF).

A atriz Luana Xavier, protagonista do espetáculo "Pequeno Manual Antirracista", durante o Festival Latinidades, em 23 de julho de 2025, em Brasília (DF).

— Patrick Silva/Alma Preta

30 de julho de 2025

Celebrando 18 anos de história, o Festival Latinidades reuniu mais de 10 mil pessoas em sua edição de 2025, em Brasília. Com o tema “Mulheres Negras Movem o Mundo”, o evento homenageou a intelectual Lélia Gonzalez (1935-1994), a cantora Liniker e a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP). A programação segue até o dia 31 de julho.

A Alma Preta acompanhou presencialmente os quatro primeiros dias do festival. Como parte da programação, o primeiro dia do evento foi encerrado com a exibição da peça “Pequeno Manual Antirracista”, adaptação do livro de Djamila Ribeiro. A montagem aborda o racismo estrutural e os caminhos da luta antirracista no Brasil.

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Em entrevista, a atriz Luana Xavier, que protagoniza o monólogo, falou sobre a importância da apresentação na capital federal. “Acho que o Latinidades é uma grande referência da importância da mulher negra para a construção da história do nosso país. Conseguir fazer isso de forma lúdica, misturando vários tipos de arte e formas de se comunicar, é importante demais”, afirmou. “E estamos falando disso no centro do Brasil, que é o lugar onde a política acontece. Essa junção de fatores me traz muita honra de estar aqui”.

Durante sua participação no evento, Erika Hilton destacou a força do protagonismo negro e citou Angela Davis: “Eu vim aqui para dizer que nós estamos transpondo o mundo, estamos movendo o mundo como nos ensinou Angela Davis na sua famosa frase: ‘Mulheres negras, quando se movimentam, as estruturas se movimentam junto com elas’.”

Na semana do Dia Internacional da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e do Dia Nacional de Tereza de Benguela, celebrado em 25 de julho, o festival também promoveu uma série de shows com artistas negras que subiram ao palco para representar a força e a diversidade da produção feminina negra.

A atriz e cantora Zezé Motta celebrou a representatividade presente no evento: “Fico muito feliz, porque, no início, a gente podia contar nos dedos as mulheres negras que estavam em cena. Eu ficava perguntando: ‘Cadê todo mundo?’. E aí, não adianta só reclamar, tem que arregaçar as mangas e fazer alguma coisa, e deu certo!”

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  • Estudante de Jornalismo na USJT e moradora da periferia da zona sul de São Paulo, atua na comunicação inclusiva e acessível, com foco no jornalismo periférico. Comprometida com a valorização da cultura indígena e com a ampliação do espaço das mulheres na sociedade, também é apaixonada por música e cinema nacional.

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