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Filme sobre a luta de jovens negros e indígenas na educação estreia em 2 de outubro

Documentário baiano revela o impacto transformador das políticas de cotas nas trajetórias da juventude nas universidades brasileiras
Imagem de uma das personagens indígenas do filme “Aprender a Sonhar”, que estreia no dia 2 de outubro.

Imagem de uma das personagens indígenas do filme “Aprender a Sonhar”, que estreia no dia 2 de outubro.

— Divulgação/Abará Filmes/Rodrigo Chagas

29 de setembro de 2025

O filme “Aprender a Sonhar”, dirigido pelo cineasta baiano Vítor Rocha, estreia nos cinemas de todo o Brasil no dia 2 de outubro. Com distribuição da Abará Filmes e produção da Caranguejeira Filmes,  ambas produtoras baianas, a obra aborda as trajetórias de jovens negros de diferentes comunidades, como quilombolas, indígenas e moradores de territórios periféricos, que enfrentam barreiras para ingressar e permanecer no ensino superior.

Filmado entre 2016 e 2022, o longa foi realizado poucos anos após a criação da Lei de Cotas n° 12.711/2012, e acompanha o cotidiano de estudantes que lutam para conquistar um espaço na universidade. A narrativa destaca os desafios impostos pelo racismo estrutural, mas também as vitórias e conquistas desses jovens que acessam, por meio da educação, o direito da política de ações afirmativas.

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O documentário retrata histórias como a da quilombola Marina Barbosa formada em Medicina pela UFBA, assim como da ex-moradora de ocupação Nadjane Cristina, que conquistou a casa própria e o diploma, e da pesquisadora Ana Paula Rosário, vítima da violência que tem a juventude das periferias como alvo, e hoje atua na área da Sociologia. 

Além dessas narrativas, o longa também mostra a trajetória dos indígenas Taquari e Tamiwere Pataxó, que se formaram em Direito, mantendo viva sua cultura e vínculos com seus territórios.

A narrativa acompanha o cotidiano e os momentos dos personagens na busca pela sobrevivência e pelo direito de ocupar espaços convencionais da formação superior sem terem que deixar seus territórios, culturas e tradições. 

Para o diretor, o filme é considerado um manifesto afro-indígena, classificado como uma forma de trazer visibilidade aos corpos políticos silenciados na fundação e perpetuação do Estado brasileiro.

“A política de cotas permitiu que 50% dos estudantes das universidades sejam, atualmente, negros e, também, indígenas, e fez com que nossas cosmovisões passassem a disputar o conhecimento acadêmico, contribuindo com o desenvolvimento dos saberes institucionais”, explica o diretor e roteirista Vítor Rocha em comunicado à imprensa.

As sessões de exibição e cidades participantes estão disponíveis na página da Abará Filmes.

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  • Thayná Santana

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