A escola de samba Estação Primeira de Mangueira, uma das maiores campeãs do Carnaval do Rio de Janeiro, celebrou os 98 anos de sua fundação, completados em 28 de abril, com uma grande festa no “Palácio do Samba”, no Morro da Mangueira, na Zona Norte da capital fluminense.
O festejo foi marcado por um café da manhã comunitário e a apresentação da banda do Corpo de Bombeiros Militar do Rio de Janeiro, com um repertório que passeou por clássicos da música brasileira e sambas emblemáticos da agremiação.
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“Celebrar 98 anos é resistir. Aqui eu nasci, me criei e tenho orgulho de fazer parte dessa história viva. A Mangueira é maior do que qualquer um de nós , e é por ela que seguimos firmes, honrando nossas raízes todos os dias”, comemora Guanayra Firmino, presidenta da Mangueira.
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Guardiã da história do samba
Fundada em 28 de abril de 1928 pelos sambistas Angenor de Oliveira (Cartola), Saturnino Gonçalves (Seu Saturnino), Abelardo da Bolinha, Carlos Moreira de Castro (Carlos Cachaça), José Gomes da Costa (Zé Espinguela), Euclides Roberto dos Santos (Seu Euclides), Marcelino José Claudino (Seu Maçu) e Pedro Paquetá, a Mangueira é guardiã da própria história do samba no Rio de Janeiro.
A agremiação foi uma das primeiras escolas a organizar o samba como um desfile competitivo, sendo pioneira em enredos históricos e responsável por revelar gigantes como o próprio Cartola e o interpréte Jamelão. Hoje é detentora de 20 títulos pelo Grupo Especial do Carnaval do Rio.

Em 2026, a Mangueira ficou em 6º lugar na competição com um enredo que contou a história de Mestre Sacaca, o Xamã Babalaô do povo tucuju, guardião dos segredos da Amazônia Negra. No ano passado, a escola também se destacou com um desfile crítico à violência do estado, incluindo um tributo às Mães de Manguinhos, coletivo formado por mulheres que perderam os filhos vítimas da violência policial.
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Já para 2027, a Mangueira prepara um enredo em homenagem à orixá Oyá, uma das mais conhecidas divindades do Candomblé, associada aos ventos, às tempestades e às poderosas energias de transformação.
A programação do aniversário de 98 anos da Verde e Rosa, como também é conhecida a agremiação, conta ainda com ações sociais realizadas em entidades parceiras, como as organizações não governamentais Meninas e Mulheres do Morro e Camp Mangueira, além da Defensoria Pública do Estado do Rio de Janeiro, entre outras entidades. A celebração continua com o Samba da Volta, no feriado de 1º de maio, na quadra da escola de samba.