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Livro ‘Amazônia Negra’ resgata presença e imagem de pessoas negras na floresta

Obra de Marcela Bonfim articula fotografia e reflexão sobre identidade, território e invisibilização na Amazônia
Fotografia de Marcela Bonfim no livro “Amazônia Negra”.

Fotografia de Marcela Bonfim no livro “Amazônia Negra”.

— Divulgação

25 de abril de 2026

O livro “Amazônia Negra: as imagens da cor do (in)visível”, da fotógrafa Marcela Bonfim, propõe uma reflexão sobre a presença e a invisibilização de pessoas negras na região amazônica. Lançada pela editora Ingrá Kniga, a obra busca discutir identidade, território e os efeitos históricos da racialização no Brasil. 

A publicação é a primeira da autora e parte da sua experiência em Porto Velho, em 2010, quando passou a registrar comunidades negras, quilombolas, indígenas e de origem caribenha na região. 

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Em nota à imprensa, Bonfim explica que a vivência impulsionou um processo de reconhecimento identitário e deu origem a uma investigação sobre os lugares ocupados por pessoas negras na Amazônia. 

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“Sendo a imagem da Cor pano de fundo das relações de privilégio ainda vigentes no Brasil, além das aflições físicas vinculadas às péssimas condições de sobrevivência das populações escravizadas, a Cor escura foi condicionada como espectro (psicológico), peça-chave da máquina de exploração europeia”, explica. 

A obra ainda analisa como a cor da pele foi associada, ao longo do tempo, a processos de desumanização e exploração. A fotógrafa discute a formação de um imaginário coletivo que classificou corpos negros a partir de critérios visuais, em uma lógica de inferiorização que sustentou práticas excludentes.
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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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