Com o propósito de valorizar e difundir a cultura de matriz africana, o projeto “Ecos Ancestrais: Afoxés, Heranças e Tradições” vai realizar em agosto uma oficina de afroculinária em Salvador (BA).
A atividade faz parte de uma série de oficinas formativas, que serão realizadas no bairro da Caixa D’Água, local historicamente ligado à tradição dos afoxés. A iniciativa é voltada para mulheres, jovens e crianças negras de baixa renda. O objetivo é fortalecer laços culturais, promover saberes ancestrais e estimular o empoderamento das comunidades por meio da arte, da música e da culinária.
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Para se inscrever na oficina de culinária afro é necessário ir presenciamente à sede do Afoxé Olorum Baba Mi, das 10h às 16h, entre os dias 29 de julho e 1 de agosto.
Com carga horária total de 64 horas, a oficina terá duração de quatro meses, em formato presencial, e contará com aulas teóricas e práticas. As participantes aprenderão a origem e os fundamentos de pratos típicos como acarajé, abará, vatapá e mingaus, além de receberem kits individuais e módulos de aprendizagem para aprofundar os estudos.
A oficina busca promover autonomia e formação técnica, criando uma rede de fortalecimento entre as participantes. As aulas iniciarão com rodas de conversa para troca de experiências, seguidas de momentos práticos de preparo dos alimentos, em um ambiente acolhedor e acessível. A proposta educativa é também uma resposta ao racismo estrutural, valorizando a culinária como parte da resistência e da identidade afro-brasileira.
Todas as atividades do projeto Ecos Ancestrais serão realizadas na sede do Afoxé Olorum Baba Mi e contarão com medidas de acessibilidade à informação para todos, além de inclusão e respeito à diversidade, como legendas nos materiais audiovisuais e capacitação da equipe para uma abordagem inclusiva. O projeto tem o intuito de proporcionar vivências culturais transformadoras e se apresenta como um espaço de aprendizagem, acolhimento e celebração das heranças africanas.