A pesquisadora Layla Maryzandra, idealizadora e coordenadora do projeto Tranças no Mapa, será homenageada na quinta-feira (17) com o Prêmio Orí – Beatriz Nascimento, concedido pela Associação Nacional de História (ANPUH). A cerimônia ocorrerá durante o 33º Simpósio Nacional de História, que acontece até 18 de julho na Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), em Belo Horizonte.
O projeto integra a pesquisa do Programa de Mestrado em Sustentabilidade junto a Povos e Territórios Tradicionais (MESPT) e pretende mapear trancistas negras no Distrito Federal e Entorno. A iniciativa também busca reconhecer e valorizar a cultura das tranças afro-brasileiras como patrimônio cultural imaterial.
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A premiação destaca a importância de pesquisas comprometidas com os saberes tradicionais e com a preservação da memória da população negra brasileira.
Nomeado em homenagem à intelectual, historiadora e militante Beatriz Nascimento, o prêmio ressalta o protagonismo de mulheres negras na produção de conhecimento histórico e cultural, reconhecendo ações com impacto direto na sociedade.
“Trançar é também escrever história. Receber esse prêmio, neste espaço, é afirmação e resistência”, afirmou Layla em comunicado à imprensa.
Além do Prêmio Orí – Beatriz Nascimento, o projeto foi reconhecido pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan), na 37ª edição do Prêmio Rodrigo de Melo Franco de Andrade, na categoria Salvaguarda do Patrimônio Imaterial. A premiação teve como tema “Visibilidade de Gênero na Economia do Patrimônio” e destacou ações de excelência na valorização do patrimônio cultural brasileiro, com ênfase na relevância histórica e na visibilidade das comunidades tradicionais.
Serviço
Pesquisadora do Tranças no Mapa recebe Prêmio Orí – Beatriz Nascimento durante o 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH
Quando: 17 de julho, quinta-feira
Onde: 33º Simpósio Nacional de História da ANPUH na Universidade Federal de Minas Gerais