O cantor Seu Jorge foi convidado para narrar o documentário “Um milagre no Atlântico”, que detalha a classificação de Cabo Verde para a Copa do Mundo de 2026. Em entrevista à Federação Internacional de Futebol (FIFA), o artista falou sobre sua ligação com o país africano e a participação no projeto.
Dirigido e produzido pelo brasileiro Cadu Machado e produzido pelas produtoras Alecrim Vagabundo (Portugal) e KS Cinema (Cabo Verde), o documentário está previsto para estrear no segundo semestre. O filme exibirá os momentos decisivos da equipe na reta final das Eliminatórias Africanas e será um retrato do país africano.
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Bisneto de uma cabo-verdiana, Seu Jorge vestiu a camisa do projeto com entusiasmo. “É uma maneira de honrar essa ancestralidade e fortalecer um vínculo que sempre existiu dentro de mim”, disse o cantor.
O cantor, que está em processo de reconhecimento da cidadania cabo-verdiana, explicou a origem de sua conexão com o país.
“Cabo Verde sempre esteve presente na minha história, mesmo antes de eu compreender toda a dimensão dessa ligação. Sou bisneto de uma mulher cabo-verdiana e, ao longo dos anos, fui descobrindo documentos e histórias da família que me aproximaram ainda mais dessas raízes”, revelou o cantor.
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Campanha histórica de Cabo Verde
Sobre a campanha de Cabo Verde na Copa, Seu Jorge avaliou que o empate com a Espanha mostrou ao mundo a coragem e a determinação do país.
“O empate com a Espanha foi como se fosse uma vitória, pois mostrou ao mundo aquilo que os cabo-verdianos sempre souberam: que um país pequeno em tamanho pode ser imenso em coragem, talento e determinação.”
Ele destacou o significado da classificação para a autoestima do povo cabo-verdiano, especialmente após um período difícil marcado por enchentes em São Vicente e Santo Antão.
Para o cantor, o futebol se tornou um símbolo de união e redenção. “A Copa vai permitir que milhões de pessoas conheçam mais sobre Cabo Verde, sua cultura, sua música e história. Esse é um legado muito bonito”, celebrou.
Seu Jorge também comentou a influência da música cabo-verdiana no mundo. Ele observou que a música do país viajou junto com seu povo e ajudou a construir pontes culturais em diversos lugares.
Cesária Évora foi mencionada pelo artista como uma das artistas que apresentaram essa riqueza ao mundo, mas destacou que uma nova geração de músicos e produtores mantém viva essa herança. “Eu acredito muito nessa conexão entre música e identidade”, disse.
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