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Carta da Presidência da COP30 ignora crise imobiliária e defende realização do evento em Belém

Documento à comunidade internacional assinado pelo presidente André Corrêa do Lago não menciona problemáticas que antecedem o evento que será realizado em novembro
O presidente da COP 30, André Aranha Corrêa do Lago em Brasília, em 20 de novembro de 2023.

O presidente da COP 30, André Aranha Corrêa do Lago em Brasília, em 20 de novembro de 2023.

— José Cruz/Agência Brasil

12 de agosto de 2025

A presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas, a COP30, publicou nesta terça-feira (12) a quinta carta à comunidade internacional defendendo a realização do evento no “coração da Amazônia”, em referência a Belém. O documento, assinado por André Aranha Corrêa do Lago, ignora diversas problemáticas relacionadas à própria realização da conferência, cujo tema central são as mudanças climáticas.

Segundo a carta, a COP30 na Amazônia representa um espaço de protagonismo para os grupos mais afetados pela crise climática, como mulheres, povos indígenas, comunidades tradicionais, pessoas negras, crianças, populações periféricas e trabalhadores.

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“Trazer a COP30 ao coração da Amazônia significa dar espaço aos vulneráveis e periféricos como líderes genuínos, que tomam decisões corajosas todos os dias – e que agora devem ocupar o centro da tomada de decisão global”, diz a carta.

O documento não menciona a crise imobiliária que afeta Belém nos meses que antecedem a conferência devido à falta de hospedagem e aumento dos preços no setor. A situação tem afetado moradores locais, que estão sendo despejados ou enfrentam a falta de renovação de contratos de aluguel.

Embora a carta classifique a luta climática como uma forma de garantir qualidade de vida, moradia e outros direitos básicos, o governo do Pará tem realizado obras de saneamento básico voltadas para o evento, mas que não contemplam toda a população.

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  • Thayná Santana

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