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Entenda as conclusões da participação de Jurema Werneck na CPI da Covid

Os senadores que compõem a CPI da Covid ouviram ao longo desta quinta-feira (24) especialistas da área da saúde, entre eles a diretora da Anistia Internacional no Brasil e representante do Movimento Alerta

Texto: Roberta Camargo | Edição: Nataly Simões | Imagem: Edilson Rodrigues

Durante a sessão de hoje na CPI, com a participação da comissão e dos depoentes

24 de junho de 2021

A falta de organização do governo no combate à pandemia foi ressaltada pela médica Jurema Werneck durante sua participação na CPI da Covid nesta quinta-feira (24). Na sessão que durou praticamente o dia inteiro, a diretora da Anistia Internacional no Brasil falou sobre a falta de auxílio emergencial e de apoio social aos brasileiros  como questões agravantes do período pandêmico.

Segundo Jurema, estes fatores contribuem para o cenário crítico da pandemia e devem ser tópicos acompanhados com mais atenção no futuro. “É necessário ter políticas públicas. A gente diz ‘fica em casa’, mas não deu a garantia de ficar em casa para muitos”, contextualiza Jurema.

O epidemiologista Pedro Hallal, que também participou da CPI, reforçou que não existe competição entre saúde e a economia, nem como esperar a recuperação dos dois segmentos da sociedade sem controlar a pandemia.

Informações apuradas pelo Movimento Alerta, representado por Jurema, apontam que o Brasil ultrapassou mais de 300 mil mortes dentro do que era esperado em março de 2020. Pedro Hallal expos o estudo Epicovid, que posicionou o Brasil como o pior no enfrentamento à pandemia na comparação com outros países do BRICS, entre eles África do Sul e Índia.

O compartilhamento de notícias falsas que favorecem e estimulam a automedicação e o uso de medicamentos sem comprovação científica contra Covid-19 também foram debatidos. Para Hallal, comemorar o número de pacientes que se recuperaram da doença no país “é como comemorar o gol do Brasil contra a Alemanha no 7×1” e fortalece o negacionismo.

Desinformação e compra de vacina

A senadora Soraya Thronicke (PSL-MS), rebateu o senador Luis Carlos Heinze (MDB-RS) que questionou os dados das pesquisas apresentadas pelos especialistas na comissão. Reforçando a importância do combate à desinformação, Jurema explicou que não se trata de um assunto ligado à opinião, mas no respeito e na preservação da vida da população. 

“São muitas medidas possíveis de serem colocadas em prática aqui e agora. Daqui para frente, de acordo com o estudo do Movimento Alerta, mesmo na ausência de vacinas, o conjunto de medidas que reduzem a exposição do vírus está no isolamento social, uso de máscara e na redução da gravidade e risco de morte, que é responsabilidade do setor da saúde. É preciso integrar o sistema de saúde que une o setor público, o setor filantrópico e o sistema privado para fazer dar certo”, sugeriu a médica.

Na sexta-feira (25), a CPI ouvirá Luis Ricardo Fernandes Miranda, servidor do Ministério da Saúde, e o deputado federal Luis Miranda (DEM-DF). O objetivo da sessão é compreender os fatores que indicam possíveis irregularidades na compra da vacina Covaxin, negociada entre o governo federal e a indústria da Índia.

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