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Erika Hilton vai presidir Comissão da Mulher na Câmara

Deputada do PSOL-SP foi eleita com 11 votos após tentativa de boicote da oposição; em discurso, afirmou que "mulheres travestis e transexuais não serão abandonadas"
Deputada Erika Hilton discursa em reunião de instalação e eleição de presidente e vice-presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

Deputada Erika Hilton discursa em reunião de instalação e eleição de presidente e vice-presidente da Comissão da Mulher da Câmara.

— Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

12 de março de 2026

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) foi escolhida nesta quarta-feira (11) para presidir a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Ela é a primeira parlamentar trans a liderar o colegiado na história.

A eleição ocorreu durante a instalação da comissão para o ano de 2026. Hilton substitui a deputada Célia Xakriabá (PSOL-MG). A deputada Laura Carneiro (PSD-RJ) foi escolhida como primeira vice-presidente.

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Erika Hilton está em seu primeiro mandato na Câmara dos Deputados. Em 2022, tornou-se a primeira mulher negra trans a ser eleita para a Casa. Entre os projetos que apresentou na atual legislatura está a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do fim da escala 6×1.

Manifestação nas redes

Após a eleição, a deputada publicou uma mensagem em seu perfil nas redes sociais. “Hoje, sob protestos dos LGBTfóbicos e dos defensores do PL do Estupro, do PDL da Pedofilia e dos red pills, assumi a presidência da Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados”, escreveu.

“Assumir essa presidência é uma responsabilidade gigantesca. Assumir-la incomodando essa trupe nojenta e odiosa demonstra a gravidade da situação em que nosso país se encontra. Estamos em uma onda de feminicídios, a misoginia não para de crescer, o judiciário está relativizando o estupro de vulnerável e a pedofilia, entre tantos outros”, afirmou.

“Mas o problema, para a direita e para algumas autointituladas ‘feministas’, é eu, uma mulher trans, assumir a presidência da Comissão da Mulher. Que essa gente saiba que seus gritos não nos calarão. Muito pelo contrário. Nos dará as forças para, ao contrário deles, lutarmos por TODAS as mulheres e meninas deste país, sem excluir nenhuma, inclusive as mulheres trans”, completou.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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