PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Erika Hilton diz que Tarcísio barrou ato contra escala 6×1 na Avenida Paulista, em SP

Deputada afirma que no dia 1º de maio o espaço foi reservado a grupos bolsonaristas para enfraquecer mobilização pelo fim da escala 6x1; movimento vai para a Praça Roosevelt
A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP).

— Bruno Spada/Câmara dos Deputados

27 de abril de 2026

A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) denunciou nesta segunda-feira (27) que o governo de São Paulo, comandado por Tarcísio de Freitas (Republicanos), tentou impedir os trabalhadores de ocuparem a Avenida Paulista no feriado de 1º de maio, Dia Internacional do Trabalho.  A manifestação reivindica o fim da escala 6×1.

Segundo a parlamentar, a via foi reservada a grupos bolsonaristas. Na avaliação de Hilton, o objetivo é esvaziar o sentido histórico da data e enfraquecer a luta dos trabalhadores.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

“O governo Tarcísio de Freitas está tentando IMPEDIR os trabalhadores de irem às ruas de São Paulo neste 1º de Maio pra reivindicar o FIM da escala 6×1. Pra isso, a Av. Paulista foi reservada para lideranças bolsonaristas que nunca celebraram o 1º de Maio”, escreveu Hilton em suas redes sociais.

A deputada afirmou que a estratégia do governo estadual visa inverter a pauta do debate público. 

“A intenção é clara: enfraquecer a nossa luta e fazer os jornais, ao invés de estamparem uma luta por dignidade e VIDA além do trabalho, estamparem bolsonaristas pedindo a liberdade para um golpista condenado”, apontou a parlamentar.

Leia mais: Trabalhadores da escala 6×1 ganham, em média, 58% a menos que os da 5×2

Entidades sindicais impedidas pela PM

A denúncia da deputada ocorreu após a central sindical CSP-Conlutas e outras entidades representativas de trabalhadores serem impedidas pela Polícia Militar do Estado de São Paulo (PMSP) de realizarem um ato na Avenida Paulista na sexta (1). A informação é da Folha de São Paulo.

A corporação justificou a decisão em ata de reunião sobre o tema. Três pequenos grupos bolsonaristas (Patriotas do QG, A Voz da Nação e Marcha da Liberdade) solicitaram autorização com antecedência e farão manifestações no local. A PM afirmou ter seguido a regra para esses casos.

A corporação também declarou que tomou a decisão “tendo em vista ser ano eleitoral e possibilidade de tensão entre os movimentos”. 

A ata da reunião, com presença de sindicalistas, representantes dos movimentos de direita e de órgãos públicos, estaduais e municipais, prevê o acionamento do Batalhão de Choque para desobstrução da Paulista caso a CSP-Conlutas descumpra o veto.

Atos em todo o país

Erika Hilton anunciou o novo local do ato em São Paulo. “Por isso, em São Paulo, neste 1º de Maio, às 9h, ocuparemos a Praça Roosevelt ao lado do povo, dos trabalhadores e do Movimento VAT para exigir o fim dessa escala desumana.”

A deputada disse que a tentativa do governo estadual não conseguirá reverter a mobilização popular. “Tarcísio de Freitas não conseguirá inverter as prioridades do povo, sabotar seus interesses e nossas mobilizações que ocorrerão no Brasil todo.”

Capitais e cidades de todas as regiões do Brasil já confirmaram atos pelo fim da escala 6×1 no 1º de Maio. Além da capital paulista, a lista inclui Criciúma (SC), Cascavel (PR), Uberaba (MG), Uberlândia (MG), Boa Vista (RR), Manaus (AM), Curitiba (PR), Vitória (ES), Rondonópolis (MT), Rio de Janeiro (RJ), Belo Horizonte (MG), Fortaleza (CE) e Salvador (BA).

O Movimento Vida Além do Trabalho (VAT) lidera a convocação nacional. Os atos ocorrem sob o lema “Vida além do trabalho” e reivindicam o fim da jornada 6×1.


Leia mais: CCJ da Câmara aprova avanço do fim da escala 6×1; entenda os próximos passos

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano