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Governo federal e Diáspora Black discutem fortalecimento do afroturismo no Brasil

Expectativa é entregar um relatório para o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) para a criação de políticas; encontro reunirá  cerca de 50 pessoas

Texto: Pedro Borges | Foto: Renato Vaz/ Embratur

Imagem mostra Tania Neres. Uma mulher negra, com cabelo trançado e loiro. Ela sorri para foto e veste roupa jeans.

Foto: Foto: Renato Vaz/ Embratur

31 de agosto de 2023

O afroturismo é tema de encontro em Brasília (DF) nesta quinta-feira (31). Ao longo de todo o dia, a Diáspora Black, empresa do setor, o Ministério do Turismo (MTur), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID) e a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) debatem estratégias para fomentar a área.

A programação do encontro terá dinâmicas para debater os desafios do afroturismo dentro do mercado, discutir o retrato e as perspectivas do setor e dinâmicas de trocas entre os participantes do governo federal e da sociedade civil. Ao final, serão construídos grupos de trabalho para o encaminhamento das tarefas. O encontro tem a expectativa de reunir cerca de 50 pessoas.

A coordenadora de Diversidade, Afroturismo e Povos Indígenas da Embratur, Tania Neres, acredita no potencial do afroturismo no Brasil por conta das características do país. “Temos mais de 200 milhões de habitantes e 56% são negros, ou seja, são mais de 100 milhões de pessoas que consomem, que gastam e que podem promover o turismo desses viajantes negros daqui e do mundo. É uma possibilidade grande de troca”, afirma.

Tania estima a existência de 25 grupos desenvolvedores do afroturismo no Brasil. No cargo desde maio, a coordenadora da Embratur também destaca o papel da instituição e da existência de uma coordenadoria focada nos povos indígenas e em pessoas negras. “Ter uma coordenação de afroturismo dentro da Embratur faz com que a gente comece a promover o afroturismo e a população negra. Ela vai mexer em comportamentos das instituições, dos ministérios, das empresas do setor”, considera.

A projeção da agenda é a de ampliar a relação entre o mercado do afroturismo e o poder público para construir uma comunidade e incentivar o compartilhamento de experiências no Brasil. Ao final, um relatório será encaminhado para o BID para o desenvolvimento de políticas do segmento para o país.

“A intenção dos organizadores é fortalecer a relação entre os agentes do segmento e construir uma comunidade de referências e práticas colaborativas do afro turismo no Brasil. Há cerca de 20 atores do setor vindo para cá e vão se conectar nas rodadas de café com as instituições para falarem sobre várias informações e depois juntarem tudo isso”, detalha Tania.

O encontro também contará com a participação do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e da Fundação Cultural Palmares. As duas instituições devem reforçar a existência do racismo no turismo e na sociedade brasileira e destacar a necessidade do afrofuturismo.

Tania Neres acredita que o afroturismo é também uma forma de fortalecer as pessoas negras na sociedade. “A partir do momento que a gente cria um movimento, que traz viajantes para cá para falar de protagonismo negro, a gente tem que também promover qualificação para que a população negra se empreenda”.

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