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Lista suja de racismo no esporte é aprovada por comissão da Câmara

Projeto de lei inclui todas as modalidades esportivas, que ficam proibidas de acessar recursos públicos caso sejam condenadas por racismo
Sessão Deliberativa no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), no dia 17 de julho.

Sessão Deliberativa no Plenário da Câmara dos Deputados, em Brasília (DF), no dia 17 de julho.

— Reprodução/Kayo Magalhães/Câmara dos Deputados

1 de agosto de 2025

A Comissão do Esporte da Câmara dos Deputados aprovou, na quinta-feira (31), o Projeto de Lei (PL)  1069/2025, que cria um cadastro nacional com as entidades esportivas punidas por práticas racistas de torcedores, atletas, dirigentes e membros da comissão técnica.

O PL que cria a Lista Suja do Racismo no Esporte foi apresentado pelo deputado Bandeira de Mello (PSB-RJ) no dia 7 de julho e encaminhado à Comissão de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial (CDHMIR). 

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A proposta legislativa prevê que as entidades esportivas permaneçam na lista por dois anos, impedidas de receber benefícios fiscais, firmar patrocínios ou contratos com a administração pública. O período pode ser reduzido caso a organização comprove a realização de ações de combate ao racismo.

O texto aprovado pela Comissão é um substitutivo ao projeto original. Elaborado pela relatora da proposta, deputada federal Laura Carneiro (PSD-RJ), a adição ampliou a aplicação da lista para todos os esportes. Na proposição original, a medida valeria apenas para o futebol.

O cadastro da Lista Suja do Racismo será mantido pela autoridade federal responsável pela modalidade do esporte. Já a inclusão dos nomes dependerá de sentença condenatória em processo judicial ou decisão da Justiça Desportiva. 

“A iniciativa é muito bem-vinda, em um momento em que sociedade, poder público e entidades esportivas precisam se unir para dar um basta ao racismo”, declarou a relatora em nota

O projeto de lei tramita em caráter conclusivo e ainda será analisado pelas comissões de Direitos Humanos, Minorias e Igualdade Racial; e de Constituição e Justiça e de Cidadania.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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