PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Na COP30, Anielle Franco defende participação de defensores de direitos humanos nas decisões climáticas

Atividades destacam ações globais para fortalecer comunidades tradicionais, ampliar a presença de mulheres e proteger defensores do meio ambiente
A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco ao lado de diversas lideranças na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, 13 de novembro de 2025.

A ministra da Igualdade Racial Anielle Franco ao lado de diversas lideranças na 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), em Belém, 13 de novembro de 2025.

— Vinicius Martins/Alma Preta

14 de novembro de 2025

A ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, participou nesta quarta-feira (13) do painel “Mulheres, Clima e Poder” durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), realizada em Belém (PA). O encontro reuniu ativistas, lideranças e parlamentares no Pavilhão do Consórcio Amazônia Legal, na Zona Azul, área destinada às delegações oficiais.

O painel destacou que a justiça climática depende da igualdade de gênero e ressaltou a contribuição das mulheres na construção de soluções sustentáveis e inclusivas. As participantes compartilharam experiências sobre o papel feminino na governança climática e nos processos de decisão relacionados ao futuro do planeta.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Vinicius Martins/Alma Preta

Anielle, apontou a importância da representatividade e do reconhecimento político social das mulheres negras.

“O poder ainda não está nas nossas mãos, mas há pessoas que nos inspiram. Quando nós mulheres negras chegamos nesses espaços, não chegamos sozinhas, trazemos junto voz, esperança e sonho para aquelas e aqueles que nunca tiveram oportunidades”, afirmou, segundo comunicado da pasta.

Também participaram do painel a ministra dos Povos Indígenas, Sonia Guajajara, e as deputadas federais Jack Rocha (PT-ES), Célia Xakriabá (PSOL-MG), Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Jandira Feghali (PCdoB-RJ).

Ainda no mesmo dia, Anielle Franco e Sonia Guajajara assinaram a Carta dos Campeões da Rede de Líderes para Ativistas e Defensores do Meio Ambiente (LEAD). A iniciativa global convoca líderes e governos a reconhecer, proteger e garantir a participação efetiva de defensoras e defensores de direitos humanos e do meio ambiente em processos decisórios sobre clima e sustentabilidade.

A ministra da Igualdade Racial  defendeu a necessidade de atenção específica às comunidades tradicionais e povos de matrizes africanas.

“A proteção de defensores não é um acessório da política ambiental, mas uma condição para o sucesso da ação climática justa com recorte para a centralidade dos quilombolas, povos de matrizes africanas, povos de terreiro e ciganos”, pontuou Anielle.

No final do dia, foi entregue ao embaixador André Corrêa do Lago, presidente da COP30, o Relatório Consolidado da Comissão Internacional de Comunidades Tradicionais, Afrodescendentes e Agricultura Familiar. 

O documento reúne resultados de atividades realizadas entre junho e novembro de 2025 no âmbito do Círculo dos Povos, iniciativa voltada a fortalecer a participação de comunidades tradicionais, afrodescendentes e da agricultura familiar nas discussões climáticas globais.

O que é a COP?

A COP, ou Conferência das Partes, é um órgão da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês), composta por 197 países. A entidade é o principal espaço deliberativo da ONU para a execução de medidas assumidas pelos países para reverter a crise climática.

O encontro acontece desde 1995 e teve sua primeira edição em Berlim, na Alemanha. Neste ano, a COP chega à sua 30a edição e acontece pela primeira vez no Brasil, em Belém (PA).

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano