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Na ONU, mulheres brasileiras defendem cotas na gestão pública

A delegação apresenta na CSW70 o manifesto que propõe ações afirmativas para ampliar a presença feminina, especialmente de mulheres negras, em cargos estratégicos
Mulheres de organizações da sociedade civil na CSW70 na sede em Nova Iorque da Organização das Nações Unidas (ONU).

Mulheres de organizações da sociedade civil na CSW70 na sede em Nova Iorque da Organização das Nações Unidas (ONU).

— Divulgação/Rede A Ponte

9 de março de 2026

Representantes da sociedade civil brasileira participam da 70ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher das Nações Unidas (CSW70), realizada de 9 a 19 de março, na sede das Nações Unidas, em Nova York. A delegação leva ao encontro o debate sobre a ampliação da presença feminina nos espaços de decisão do Estado.

A conferência é o principal espaço intergovernamental global dedicado à promoção da igualdade de gênero. O encontro reúne Estados-membros, organismos internacionais e organizações da sociedade civil para debater políticas públicas, apresentar avanços e negociar compromissos internacionais.

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Nesta edição, os debates terão como foco garantir e fortalecer o acesso à justiça para mulheres e meninas, além da participação política, do enfrentamento às violências e do empoderamento de mulheres idosas.

A participação brasileira ocorre no contexto da mobilização nacional Maré de PLs – Cotas na Gestão Pública, iniciativa que propõe ampliar a presença de mulheres,  especialmente mulheres negras, em cargos estratégicos da administração pública.

Entre as participantes está Victoria Sonnenberg, cientista política e diretora do Instituto Foz, organização parceira da Rede A Ponte na construção da agenda da Maré de PLs. Ela integra a delegação da sociedade civil que acompanha a conferência, conduzida pelo Ministério das Mulheres. 

Para as organizações envolvidas na mobilização, o debate internacional dialoga diretamente com a discussão brasileira sobre a democratização das estruturas de poder no Executivo. “Esse é um debate central para a democracia e para a construção de políticas públicas que respondam às desigualdades que ainda marcam a sociedade”, afirma Victoria Sonnenberg.

As conclusões acordadas ao final da sessão orientam compromissos internacionais e influenciam a formulação de políticas públicas nos países-membros.

Além de levar esse debate, a delegação também apresenta o Manifesto Maré de PLs – Cotas na Gestão Pública, lançado em fevereiro. O documento reúne organizações da sociedade civil e lideranças políticas em defesa da adoção de ações afirmativas para democratizar a composição da administração pública e enfrentar desigualdades estruturais de gênero e raça.

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  • Thayná Santana

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