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Na SB62, governo brasileiro busca aproximar comunidades tradicionais e negras de negociações climáticas

Reunião da comitiva brasileira reuniu representantes de ministérios, sociedade civil organizada e membros de órgão da ONU
Registro do encontro de representantes do governo brasileiro com representanes de organizações da sociedade civil na sede da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), em Bonn, Alemanha, em 18 de junho de 2025.

Registro do encontro da comitiva do governo brasileiro com representantes de organizações da sociedade civil na sede da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC), em Bonn, Alemanha, em 18 de junho de 2025.

— Edith Sánchez/Red Mocaf

23 de junho de 2025

Em participação na 62ª sessão dos Órgãos Subsidiários (SB62), em Bonn, na Alemanha, o governo brasileiro, por meio dos ministérios da Igualdade Racial (MIR), do Meio Ambiente e Mudança do Clima (MMA) e do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar (MDA), realizou uma reunião ampliada do Secretariado Técnico da Comissão Internacional de Comunidades Tradicionais, Afrodescendentes e Agricultura Familiar. 

Com o trabalho da comissão, o governo espera apresentar um documento com recomendações à presidência da Conferência das Partes (COP30), bem como construir uma agenda comum a povos e comunidades tradicionais, negras e agricultores familiares nas políticas climáticas. Além disso, pretende estimular a integração dos conhecimentos tradicionais às Contribuições Nacionalmente Determinadas dos países que são parte da convenção. 

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Em conversa com a Alma Preta, a comitiva explicou que o evento buscou apresentar a Comissão Internacional de Comunidades Tradicionais, Afrodescendentes e Agricultura Familiar do Círculo dos Povos para a COP 30, que acontece em novembro em Belém (PA). De acordo com os representantes do governo brasileiro, a comissão busca aproximar as comunidades tradicionais da presidência da COP. Para isso, serão realizadas quatro oficinas virtuais e um encontro presencial com foco nos temas de negociação da conferência.

A comitiva revelou que as estratégias do Ministério da Igualdade Racial para a conferência, que se estende até 26 de junho, estão centradas em alguns temas das agendas de negociação e ação, como plataforma de comunidades locais e povos indígenas, transição justa, objetivos globais de adaptação e gênero.

“Participamos da 13° reunião do Grupo de Trabalho Facilitador da Plataforma de Comunidades Locais e Povos Indígenas, com objetivo de levar um pouco da realidade das comunidades afrodescendentes do Brasil a este espaço. Também fizemos uma apresentação em um evento mandatado da plataforma, onde trouxemos dados sobre a contribuição das comunidades quilombolas e dos povos afrodescendentes da América Latina e Caribe para o enfrentamento às mudanças climáticas. E estamos fazendo bilaterais com diferentes atores com vistas à ampliar a presença negra na agenda climática”, explica Paula Balduino, diretora de Políticas para Quilombolas e Ciganos.

Da sociedade civil organizada, participaram do encontro com os ministérios epresentantes das seguintes instituições: Conselho Nacional de Povos e Comunidades Tradicionais, Via Campesina, Fórum Rural Global, Cúpula dos Povos, Instituto Clima e Sociedade, Operação Amazônia Nativa, Instituto Sociedade, População e Natureza, Action Aid, Crioula, Centro de Estudos das Relações de Trabalho e Desigualdade (Ceert), Comitê Chico Mendes, Articulação Nacional de Agroecologia (ANA), Instituto Peregum, Terra de Direitos, e Movimento de Pequenos Agricultores (MPA).

Participaram, ainda, representantes da Aliança Mesoamericana de Povos e Bosques, Rede Mexicana de Organizações Camponesas Florestais, Rede de Defensores de Direitos Humanos “Banaban”, Escola Agroecológica da Comunidade “Magongolo”, Associação Comunitária de Silvicultura da Guatemala;,e representantes do Secretariado da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre a Mudança do Clima (UNFCCC, na sigla em inglês).

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  • Elaine Silva

    Possui formação em Administração de empresas e Gestão Financeira na UNIESP e Anhembi Morumbi, é responsável pela análise, gestão, controle contábil, planejamento estratégico de negócios, desenvolvimento institucional e captação de recursos para organizações e empresas. Fundadora da Black Adnetwork, Sócia Diretora da Alma Preta Jornalismo, Cofundadora do Instituto Fala, Conselheira Titular do Conselho Nacional Pela Igualdade Racial (CNPIR), Conselheira Consultiva nas organizações Tornavoz, Alafia, Sleeping Giants e DiversaCom. Diretora financeira nas empresas: Instituto Matizes, Diver.ssa e Nós Mulheres da Periferia.

  • Victor Oliveira

    Jornalista formado pela Unesp e pós-graduando em Jornalismo Digital. Atualmente é Gerente de Projetos da Alma Preta Jornalismo.

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