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Países ricos devem contribuir para transição energética de nações em desenvolvimento, defende Lula na COP30

Em discurso, presidente Lula defendeu a transição energética como alternativa ao uso de combustíveis fósseis
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso na COP30, no dia 19 de novembro de 2025.

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva em discurso na COP30, no dia 19 de novembro de 2025.

— Reprodução/Governo Federal

20 de novembro de 2025

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) discursou, na noite de quarta-feira (19), durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), solicitando que as lideranças globais assumam metas para reduzir as emissões de gases do efeito estufa. 

Na ocasião, Lula apresentou balanço das negociações da COP30, que ocorre até sexta-feira (21), em Belém (PA). O presidente também destacou a participação popular nesta edição do evento global. 

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“Todo mundo tem um papel na sociedade e essa COP foi um pouco isso. Por isso que ela foi feita em Belém. Aqui o povo participou mais. Esta aqui pode ser chamada a primeira COP do povo do mundo inteiro, porque aqui teve gente do mundo inteiro fazendo suas manifestações […] A participação do povo foi extraordinariamente bonita, ordeira e todos entregaram documento para nós”, declarou.

O chefe do Executivo ressaltou a importância da contribuição dos países ricos para o enfrentamento da crise climática nas nações em desenvolvimento e de preservar as florestas em todo o mundo.

“Todos os dirigentes do mundo têm que saber que cuidar do clima é cuidar da manutenção e da existência do planeta Terra, porque ainda não encontramos outro lugar para nós sobrevivermos. Cuidar do clima é saber que os países ricos precisam ajudar os países pobres”.

Lula defendeu ainda a transição energética para que o combustível fóssil, responsável pela emissão de muitos gases poluentes, seja devidamente substituído. 

“Os países ricos podem ajudar a transição energética africana, a produção de biocombustível, a produção de eólica e de solar. Não é apenas um pouco de dinheiro, é transferência de tecnologia, de conhecimento. É ajudar os países a dar um salto de qualidade”, afirmou.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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