O Instituto de Referência Negra Peregum lançou, em parceria com a Fundação Tide Setubal, uma pesquisa que observa como a diversidade tem produzido resultados concretos no Congresso Nacional.
Realizado em parceria com o Observatório do Legislativo Brasileiro (OLB) e o Grupo de Estudos Multidisciplinar da Ação Afirmativa (GEEMA) da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), o Ranking Igualdade Racial 2025 destaca que parlamentares negros e mulheres figuram entre os mais engajados na promoção da igualdade racial.
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A partir de um algoritmo de ranqueamento baseado exclusivamente na atividade legislativa, o levantamento analisou 37.089 votos nominais, discursos, pareceres, emendas e substitutivos, relativos a projetos legislativos aderentes ao tema. No total, 571 parlamentares integram a listagem.
Para o Instituto, os dados demonstram que ampliar a representatividade no Parlamento se traduz em maior qualidade legislativa e compromisso com políticas públicas estruturantes.
“Nosso estudo evidencia que ampliar a diversidade no Parlamento não é apenas uma demanda democrática, é um fator que melhora a qualidade legislativa e fortalece a construção de políticas públicas para o país”, afirma Douglas Belchior, diretor de Articulação Política do Instituto de Referência Negra Peregum, em nota à imprensa.
Entre as três parlamentares mais bem colocadas no ranking, estão Erika Kokay (PT-DF), Daiana Santos (PCdoB-RS) e Talíria Petrone (PSOL-RJ). Segundo o Instituto Peregum, o levantamento mostra que experiências plurais impulsionam um padrão de engajamento mais intenso na pauta da igualdade racial.
A pesquisa destaca ainda que, mesmo representando apenas 20% da Câmara, as mulheres ocupam a maior parte das primeiras posições, reforçando que a pluralidade de vivências é determinante na formulação de políticas mais robustas e alinhadas às necessidades da população brasileira.
“Os dados revelam que mulheres negras lideram a atuação pró-igualdade racial, mostrando que novas trajetórias políticas têm impacto direto na produção legislativa”, reforça Ingrid Sampaio, coordenadora de Advocacy do Instituto de Referência Negra Peregum.