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Primeira casa de acolhimento pública para pessoas LGBTQIA+ será aberta no Pará

Iniciativa do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania visa fortalecer as políticas de apoia a essa população
Imagem mostra a vista aérea da 28ª Parada do Orgulho Gay de São Paulo, Brasil, registrada em 2 de junho de 2024.

Foto: Miguel Schincariol / AFP

8 de junho de 2024

O ministro dos Direitos Humanos e da Cidadania, Silvio Almeida, lançou nesta sexta-feira (7) em Belém, no Pará, o projeto-piloto do programa Acolher+, ao lado da secretária nacional dos Direitos das Pessoas LGBTQIA+, Symmy Larrat. O anúncio ocorreu durante evento no Palácio dos Despachos.

Com recursos federais no valor de R$ 611 mil, será construída uma casa de acolhimento pública modelo, na capital paraense. O local escolhido para a criação da unidade foi visitado pela comitiva ministerial durante a passagem do ministro pela cidade.

Em 2022, o Brasil registrou um total de 273 mortes de pessoas LGBTQIAPN+. A cifra representa um assassinato a cada 32 horas dessa população. O levantamento foi realizado pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra), em parceria com a Associação Brasileira de Lésbicas, Gays, Bissexuais, Travestis, Transexuais e Intersexos (ABGLT) e a organização Acontece Arte e Política LGBTI+.

Segundo o estudo, apresentado ao Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania (MDHC) em maio de 2023, travestis, mulheres trans e homens gays, entre 20 e 39 anos, estão entre os principais alvos da LGBTfobia no país. 

Conforme informações do ministério, o objetivo do projeto é fortalecer a política de acolhimento de pessoas LGBTQIA+ em situação de rua ou iminência de rompimento dos vínculos familiares em razão de sua identidade de gênero, orientação sexual e/ou características sexuais. 

A ação compõe o Programa Nacional de Fortalecimento das Casas de Acolhimento LGBTQIA+ e a Estratégia Nacional de Enfrentamento à Violência contra Pessoas LGBTQIA+.

  • Mariane Barbosa

    Curiosa por vocação, é movida pela paixão por música, fotografia e diferentes culturas. Já trabalhou com esporte, tecnologia e América Latina, tema em que descobriu o poder da comunicação como ferramenta de defesa dos direitos humanos, princípio que leva em seu jornalismo antirracista e LGBTQIA+.

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