Manifestação está marcada para às 13h, na Cidade Tiradentes; participantes devem usar máscaras de proteção contra a Covid-19 e álcool gel para manter as mãos higienizadas
Texto: Redação | Edição: Nataly Simões | Imagem: Pedro Borges
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Há quase um mês a cidade de São Paulo tem registrado manifestações em defesa do direito da população negra de viver. Os atos impulsionados por recentes casos de assassinato de jovens negros pela polícia chegam à Cidade Tiradentes, na Zona Leste de São Paulo, neste sábado (4). A concentração será às 13h, na Praça do 65, na Avenida dos Metalúrgicos, altura do número 2.100.
O bairro da periferia da Zona Leste é onde se morre mais cedo em São Paulo. A expectativa de vida é de apenas 57 anos. Os coletivos da sociedade civil organizada que planejam, de forma autônoma, o ato deste sábado recordam que a violência nas ruas da Cidade Tiradentes continuam mesmo diante das medidas de isolamento social decretadas pelos governos estadual e municipal em razão da pandemia da Covid-19.
“Todos que foram vítimas do assassinato da população preta e pobre, mortos antes e durante a quarentena nas ruas da Cidade Tiradentes, merecem justiça. Felipe Santos Miranda, Brayam Ferreira dos Santos, Igor Bernardo dos Santos e tantos outros jovens seguem vivos em nossa memória e é por eles que nos manifestamos”, diz um texto publicado na página do evento no Facebook.
Na Cidade Tiradentes, mais de 120 pessoas morreram devido às complicações causadas pela contaminação da Covid-19 desde o início da pandemia, conforme indicam dados da Secretaria Municipal de Saúde de São Paulo. “São pessoas que se foram por falta de acolhimento e atendimento para serviços públicos, trabalho e segurança”, acrescenta o texto.
Os participantes do ato devem usar máscaras de proteção contra a Covid-19 e álcool gel para manter as mãos higienizadas. Pessoas do grupo de risco para o vírus devem ficar em casa.