A República Democrática do Congo busca um lugar rotativo no Conselho de Segurança da ONU, para os anos de 2026 e 2027. A candidatura tem o apoio da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC).
Com eleições do conselho marcadas para junho, a “RDC busca ser um ator para a paz mundial, fiel à visão da União Africana de uma África em paz até 2063″, afirmou o presidente do país, Félix Tshisekedi.
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— Présidence RDC 🇨🇩 (@Presidence_RDC) May 31, 2025
Apesar de ser o segundo maior país em território da África e ter uma população de aproximadamente 105 milhões de pessoas, a última participação da RDC foi há mais de 30 anos, entre 1990 e 1991.
A candidatura ao Conselho de Segurança da ONU acontece em meio a uma guerra vivida pelo leste do país, com os avanços do grupo rebelde M23, apoiado pelo exército de Ruanda. A estimativa é de que desde janeiro mais de 7 mil pessoas morreram.
Apesar dos ataques, debates sobre um acordo de cessar-fogo acontecem com o intermédio dos Estados Unidos, do Catar e da União Africana.
A situação no leste da RDC ficou mais tensa desde a chegada do ex-presidente Joseph Kabila, que tem sido acusado de apoiar o M23. Kabila é um opositor do atual presidente, Félix Tshekedi.