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República Democrática do Congo busca destaque no Conselho de Segurança da ONU

Em meio a uma invasão do exército de Ruanda e do grupo rebelde M23, o governo congolês busca uma cadeira rotativa para tratar da “paz mundial"
O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Felix Tshisekedi, discursa em uma sessão durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (FEM), em Davos, em 22 de janeiro de 2025.

O presidente da República Democrática do Congo (RDC), Felix Tshisekedi, discursa em uma sessão durante a reunião anual do Fórum Econômico Mundial (FEM), em Davos, em 22 de janeiro de 2025.

— Fabrice Coffrini/AFP

2 de junho de 2025

A República Democrática do Congo busca um lugar rotativo no Conselho de Segurança da ONU, para os anos de 2026 e 2027. A candidatura tem o apoio da União Africana e da Comunidade de Desenvolvimento da África Austral (SADC). 

Com eleições do conselho marcadas para junho, a “RDC busca ser um ator para a paz mundial, fiel à visão da União Africana de uma África em paz até 2063″, afirmou o presidente do país, Félix Tshisekedi.

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Apesar de ser o segundo maior país em território da África e ter uma população de aproximadamente 105 milhões de pessoas, a última participação da RDC foi há mais de 30 anos, entre 1990 e 1991.

A candidatura ao Conselho de Segurança da ONU acontece em meio a uma guerra vivida pelo leste do país, com os avanços do grupo rebelde M23, apoiado pelo exército de Ruanda. A estimativa é de que desde janeiro mais de 7 mil pessoas morreram.

Apesar dos ataques, debates sobre um acordo de cessar-fogo acontecem com o intermédio dos Estados Unidos, do Catar e da União Africana.

A situação no leste da RDC ficou mais tensa desde a chegada do ex-presidente Joseph Kabila, que tem sido acusado de apoiar o M23. Kabila é um opositor do atual presidente, Félix Tshekedi.

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  • Pedro Borges

    Pedro Borges é cofundador, editor-chefe da Alma Preta. Formado pela UNESP, Pedro Borges compôs a equipe do Profissão Repórter e é co-autor do livro "AI-5 50 ANOS - Ainda não terminou de acabar", vencedor do Prêmio Jabuti em 2020 na categoria Artes.

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