PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Cresce a presença de estudantes de escolas públicas nas universidades, diz IBGE

Levantamento da Pnad Contínua mostrou avanços na educação básica em instituições do ensino médio e superior no país
1° Encontro Nacional Afrocientista na Universidade de Brasília (UnB) em 2023.

1° Encontro Nacional Afrocientista na Universidade de Brasília (UnB) em 2023.

— Marcelo Camargo/Agência Brasil

14 de junho de 2025

As universidades registraram um aumento na presença de estudantes que cursaram exclusivamente o ensino médio em escolas públicas.  É o que revela a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua) Educação, divulgada nesta sexta-feira (13) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O estudo analisou o nível de escolaridade entre 2016 e 2014. Segundo o IBGE, em 2016 o número de pessoas que frequentam ou frequentaram cursos de  graduação no país 67,8% concluíram todo o ensino médio em uma instituição pública de educação. Em 2024, esse número aumentou para 72,6%.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O avanço também foi registrado na pós-graduação, que inclui mestrado, doutorado e especialização. O percentual de estudantes que chegaram a esse nível de escolaridade após cursar todo o ensino médio em escolas públicas subiu de 52,2%, em 2016, para 59,3% em 2024.

Na educação básica, os dados apontam disparidades raciais. Enquanto 63,4% dos estudantes brancos haviam concluído esse nível de ensino, entre os negros esse percentual foi de 40%

O estudo também avaliou o tempo médio de escolarização. Entre pessoas brancas, a média passou de 10,1 anos em 2016 para 11 anos em 2024. Já entre a população negra, o crescimento foi de 8,1 para 9,4 anos no mesmo período.

A pesquisa analisou ainda a situação dos jovens de 15 a 29 anos em relação ao estudo e ao trabalho. Segundo o IBGE, 16,4% desse grupo estudavam (ou se qualificavam) e trabalhavam, 39,9% trabalhavam, mas não estudavam, 25,3% estudavam e não trabalhavam e 18,5% não estudavam (ou se qualificavam) nem trabalhavam.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Thayná Santana

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano