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Justiça da Espanha condena 4 torcedores por crime de ódio contra Vini Jr.

Torcedores do Atlético de Madrid foram condenados com penas como um a dez meses de prisão e multas por crime durante a Copa Rei
O atacante Vinicius Jr. durante a partida entre Real Madrid CF e Athletic Club Bilbao, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, no dia 20 de abril de 2025.

O atacante Vinicius Jr. durante a partida entre Real Madrid CF e Athletic Club Bilbao, no Estádio Santiago Bernabéu, em Madri, no dia 20 de abril de 2025.

— Oscar Del Pozo/AFP

17 de junho de 2025

O Tribunal Provincial de Madri, na Espanha, condenou, nesta segunda-feira (16), quatro torcedores do Atlético de Madrid por crime de ódio e ameaças contra o atacante Vinicius Jr.. O episódio ocorreu em 26 de janeiro de 2023 antes do clássico entre Real Madrid e Atlético de Madrid pela Copa Rei, quando os réus penduraram um boneco simulando o enforcamento do jogador brasileiro.

A justiça espanhola determinou aos réus penalizações incluindo multas, inabilitação e prisão. Um dos réus, responsável por divulgar imagens do boneco enforcado nas redes sociais, foi condenado a um ano e dez meses de prisão pelos crimes de ódio e ameaça. Os outros três torcedores receberam penas de um ano e dois meses de prisão cada, pelo crime de ódio.

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O torcedor que publicou as imagens foi multado em 1.084 euros (cerca de R$ 6.938). Já os demais receberam multas individuais de 720 euros (aproximadamente R$ 4.608).

Além das penas, os condenados foram proibidos de frequentar estádios de futebol por um período de quatro anos. Eles também deverão participar obrigatoriamente de programas educativos sobre igualdade e não discriminação.

O tribunal impôs ainda uma  medida de proteção a Vinicius Jr. Todos os réus foram proibidos de se aproximar do jogador ou manter qualquer tipo de contato pelo período de quatro anos.

Histórico turbulento

As penas foram atenuadas pelo fato de os quatro torcedores terem assinado uma carta de desculpas, enviada ao jogador, ao Real Madrid, à La Liga e à Real Federação Espanhola de Futebol (RFEF).

Na época, o Ministério Público identificou que os envolvidos pertenciam à torcida organizada Frente Atlético, classificada pelas autoridades como grupo de alto risco.

Com informações do Globo Esporte 

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  • Thayná Santana

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