O zagueiro Antonio Rüdiger, do Real Madrid, acusou o argentino Gustavo Cabral, do Pachuca, de proferir ofensas racistas durante a partida deste domingo (22), válida pela Copa do Mundo de Clubes, realizada em Charlotte, nos Estados Unidos.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Segundo Rüdiger, ele alegou ao árbitro ter sido chamado de “negro de mierd*” por Cabral. Em entrevista à imprensa no fim de jogo, o argentino negou que tenha cometido uma ofensa racista e afirmou ter chamado Rüdiger de “cagão de m*”.
A denúncia foi feita ao árbitro brasileiro Ramon Abatti Abel, que foi até o centro do campo e acionou o protocolo contra racismo ao cruzar os braços sobre o peito, formando um “X” para indicar o ato discriminatório. Apesar da acusação, o árbitro não presenciou a ofensa e, por isso, o jogo continuou após o procedimento previsto no protocolo.
O gesto do “X” também pode ser acionado com base em denúncia verbal de jogadores, comissões técnicas ou delegados da partida, mesmo sem a necessidade de flagrante.
Após denúncia, caso segue sem conclusão da FIFA
Após analisar a súmula da partida e os relatos envolvidos, a FIFA declarou nesta segunda-feira (23) que o caso segue sem uma conclusão definitiva.
A entidade reconheceu a dificuldade em determinar se houve, de fato, uma ofensa racial, apontando a discussão entre os dois jogadores como um obstáculo para chegar a uma avaliação conclusiva. Sem evidências visuais ou sonoras do episódio, a FIFA afirmou que baseia sua análise apenas nos depoimentos envolvidos no caso.
Apesar da indefinição sobre o conteúdo exato da troca verbal entre os atletas, a entidade afirmou que o protocolo contra racismo foi corretamente seguido em campo. A entidade ainda não informou se o caso continua ou se novas investigações serão realizadas.
Com informações do Observatório racial do Futebol