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Ativismo e imprensa negra são debatidos em Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo

Palestra abordou o trabalho desenvolvido pela Alma Preta e a importância do posicionamento político nas redações
O jornalista Solon Neto, cofundador e diretor de comunicação da Alma Preta, fala sobre o trabalho da agência durante o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, em 11 de julho de 2025.

O jornalista Solon Neto, cofundador e diretor de comunicação da Alma Preta, fala sobre o trabalho da agência durante o Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo da Abraji, em São Paulo, em 11 de julho de 2025.

— Patrick Silva/Alma Preta

11 de julho de 2025

Na tarde desta sexta-feira (11) o jornalismo voltado para causas sociais e raciais foi tema de mais um debate da 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), em São Paulo.

Com a pergunta “Como e por que fazer jornalismo ativista?” como tema, a atividade contou com a participação do cofundador e diretor de comunicação da Alma Preta, Solon Neto, e da professora da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e colunista do Intercept Brasil e da Revista Gama, Fabiana Moraes.

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O bate-papo foi mediado pela co-diretora do Instituto AzMina, Bárbara Libório, coordenadora do MBA em Jornalismo de Dados do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP) e professora na Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM), que sediou o evento.

Solon destacou o papel da Alma Preta e a história da agência, que completou dez anos de atividade em abril de 2025. “A gente queria fazer um jornalismo melhor do que é feito na grande mídia, pois faltava uma mídia que defendesse a democracia e a constituição brasileira, e que pautasse temas fundamentais relacionados à população negra e outros grupos invisibilizados”, afirmou.

Segundo o jornalista, o contexto político do país e a trajetória da imprensa negra foram fatores decisivos para o surgimento da agência antirracista. “Estamos organizados e isso é interessante. Ao longo de todo esse período, houve uma mídia da elite branca rebatendo essa mídia ativista e a mídia negra esteve presente denunciar o racismo no Brasil”, destacou.  

Fabiana, por sua vez, abordou seu artigo “Sobre que militantes engajados estamos falando?”, que discorre sobre o posicionamento político e a objetividade necessários para fazer jornalismo. “O posicionamento político na redação não é irregular, ele faz parte do jornalismo”, pontuou.

No final, a jornalista propôs uma reflexão sobre o papel democrático da imprensa.  “O jornalismo deve ter que fortalecer a democracia e o jornalismo é parte disso e só existe por causa disso”, concluiu. 

O Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo segue até o dia 13 de julho e as inscrições estão abertas no site da Abraji.

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  • Thayná Santana

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