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Ex-policial é condenado a quase 3 anos de prisão por operação que matou Breonna Taylor

Pedido de clemência feito pelo governo Trump foi rejeitado; família da vítima afirma que a sentença não repara o dano causado
Foto de Breonna Taylor com uma rosa ao lado.

Foto de Breonna Taylor com uma rosa ao lado.

— Leigh Vogel/Getty Images for Frontline Action Hub/AFP

22 de julho de 2025

A juíza federal dos Estados Unidos Rebecca Jennings condenou o ex-detetive Brett Hankison a 33 meses de prisão e três anos de liberdade vigiada por violação dos direitos civis de Breonna Taylor. A sentença foi proferida nesta segunda-feira (21) e o tribunal do júri considerou o ex-policial culpado em novembro de 2024.

O caso remonta à operação policial realizada em março de 2020 na residência de Breonna, em Louisville, no estado de Kentucky. Durante a ação, os agentes utilizaram um mandado de busca controverso, ligado a uma investigação sobre tráfico de drogas. 

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Taylor e seu parceiro, Kenneth Walker, estavam dormindo quando ouviram batidas na porta. Walker acreditou que se tratava de uma invasão e atirou, ferindo um agente. A polícia respondeu com mais de 30 disparos. Breonna foi atingida fatalmente.

Hankison, que efetuou dez disparos às cegas contra a casa, não atingiu nenhuma pessoa, mas foi responsabilizado por colocar vidas em risco ao violar direitos civis.

A decisão da juíza contraria a solicitação do Departamento de Justiça dos Estados Unidos, comandado por Harmeet Dhillon, integrante do governo de Donald Trump. Dhillon havia solicitado que Hankison fosse condenado apenas ao período já cumprido, o qual se resumia a um único dia de prisão, quando foi detido.

Jennings, nomeada pelo próprio Trump em seu primeiro mandato, negou o pedido e expressou preocupação com o apelo por clemência. O ex-policial poderia ter recebido a pena máxima de prisão perpétua, mas a juíza optou por uma condenação de quase três anos.

Reação da família de Breonna Taylor

Os advogados da família de Breonna Taylor divulgaram um comunicado após a decisão. Para os familiares, embora a sentença não represente integralmente a gravidade do ocorrido, supera o pedido feito pelo Departamento de Justiça. 

A família ainda critica a “incapacidade do Departamento de Justiça de defender firmemente os direitos de Breonna e de todas as mulheres negras cujas vidas são tratadas como descartáveis”.

A morte de Breonna Taylor, aos 26 anos, ao lado do assassinato de George Floyd, em maio de 2020, impulsionou uma série de protestos contra o racismo estrutural e a brutalidade policial nos Estados Unidos e em outros países.


Em maio deste ano, o Departamento de Justiça dos EUA anunciou a retirada das queixas apresentadas durante o governo Joe Biden contra os departamentos de polícia de Louisville e Minneapolis, cidades onde ocorreram os casos de Breonna e Floyd, respectivamente.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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