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Governo federal vai formar jovens das periferias para liderarem defesa por direitos na Amazônia

O objetivo do projeto é mobilizar jovens periféricos como agentes capazes de identificar violações de direitos, articular respostas junto ao poder público e promover justiça social e ambiental em seus territórios
Jovens negros integrantes do projeto Jovens Defensores Populares, do governo federal.

Jovens negros integrantes do projeto Jovens Defensores Populares, do governo federal.

— Reprodução/MJSP

24 de julho de 2025

A Secretaria Nacional de Acesso à Justiça, do Ministério da Justiça e Segurança Pública (SAJU/MJSP), lança no Pará em 1 de agosto o projeto “Jovens Defensores Populares”, que busca formar jovens para atuação social em territórios periféricos e vulnerabilizados de cidades como Belém, Castanhal, Acará, Ilhas Distritais e região do Marajó passarão a receber a programação.

O lançamento oficial será no dia 1 de agosto, a partir das 9h, na Universidade Federal do Pará (UFPA), na capital paraense. O projeto é coordenado pela Secretaria Nacional de Acesso à Justiça (SAJU) e pela Secretaria Nacional de Juventude (SNJ), em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz).

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O objetivo é mobilizar jovens periféricos como agentes capazes de identificar violações de direitos, articular respostas junto ao poder público e promover justiça social e ambiental em seus territórios.

Ao longo de dez meses, os participantes terão aulas presenciais e on-line sobre educação popular, direitos humanos, mobilização comunitária e meio ambiente — tema que ganha ainda maisn relevância com a proximidade da 30ª Conferência das Partes (COP30), que acontece em novembro em Belém.

“A chegada do programa ao Pará, especialmente neste momento em que o estado se prepara para sediar a COP30, reforça nosso compromisso com uma justiça social que começa pela escuta e protagonismo da juventude”, destaca Sheila de Carvalho, secretária de Acesso à Justiça.

O novo projeto integra o programa “Crescer em Paz: Estratégia de Justiça e Segurança Pública para Proteção de Crianças e Adolescentes” e é um dos seis programas prioritários do Programa Nacional de Segurança Pública com Cidadania (Pronasci II). A proposta-piloto já está em curso no Rio de Janeiro, São Paulo, Pernambuco e no Distrito Federal e, segundo o governo federal, deve alcançar 1 mil jovens até o fim do período, incluindo a Bahia, onde as atividades começam ainda em agosto.

Para André Sobrinho, coordenador da Agenda Jovem Fiocruz, o programa reforça a importância de ouvir os jovens nas decisões sobre direitos e meio ambiente: “Jovens brasileiros têm muito a contribuir para a discussão sobre os direitos ambientais, porque são aqueles que circulam na cidade para o trabalho, o estudo, o lazer, e ainda atuam no cuidado de outras pessoas em casa”.

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