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Em 19 anos, população negra nos presídios cresce mais de 500% no Brasil

Crescimento é apontado pelo Anuário Brasileiro de Segurança Pública e revela aprofundamento do racismo estrutural no sistema prisional
A imagem mostra pessoas encarceradas.

A imagem mostra pessoas encarceradas.

— Reprodução / CNJ

25 de julho de 2025

De 2005 a 2024, a presença da população negra inserida no sistema prisional do registrou um aumento excessivo no Brasil, com o crescimento de 580%. As informações são da recente edição do Anuário Brasileiro de Segurança Pública, divulgado na última quinta-feira (24).

No primeiro ano do período analisado, os negros eram 58,4% (91.843) do total prisional, enquanto brancos somaram 39,8% (62.574). Já em 2024, a presença de negros correspondeu a 68,7% (532.683) de todas as pessoas privadas de liberdade.  

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O documento destaca o crescimento da população carcerária no geral. Com 909.594 mil pessoas, o índice de presos em 2024 aumentou 6,7% em comparação com o ano anterior, que somou 846.021 pessoas encarceradas. A maioria são homens, representando 94,07% dos detentos. 

Segundo o anuário, São Paulo é o estado que reúne o maior número absoluto de presos inseridos no sistema prisional, com uma diferença expressiva entre o segundo lugar na listagem. Enquanto o Paraná aparece com uma população de 105.915 presos, o território paulista apresentou quase o dobro, com 206.715. 

São Paulo também lidera o ranking de unidades federativas com maior número de presos em situação provisória, com 38.818 pessoas nessas condições. Em seguida, Minas Gerais e o Rio de Janeiro se destacam com, respectivamente, 23.783 e 18.516 detentos provisórios. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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