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Formação gratuita prepara mulheres negras para o mercado de tecnologia

Iniciativa da PretaLab, do Olabi, oferece aulas remotas em programação, dados e estatística, com foco em autonomia e pertencimento
Imagem mostra uma jovem negra sorrindo. Ela tem a pele retinta, cabelos crespos e veste uma camisa branca e uma jaqueta jeans azul claro. Ao fundo, há uma parede branca.

Imagem mostra uma jovem negra sorrindo. Ela tem a pele retinta, cabelos crespos e veste uma camisa branca e uma jaqueta jeans azul claro. Ao fundo, há uma parede branca.

— Reprodução/Freepik

6 de agosto de 2025

Uma nova formação em tecnologia voltada exclusivamente a mulheres negras e indígenas busca ampliar a presença desse grupo no mercado de dados e programação, setores historicamente marcados por desigualdades raciais e de gênero. A iniciativa é da PretaLab, projeto do Olabi que atua há mais de uma década promovendo justiça racial e de gênero na tecnologia, e recebe inscrições até 10 de agosto.

Chamada Ciclo Formativo Intermediário, a formação gratuita, remota e ao vivo, é voltada a mulheres negras e indígenas com conhecimentos básicos em programação e interesse em seguir carreira no setor de dados e tecnologia. O ciclo conta com apoio do UK-Brazil Tech Hub, um programa do governo britânico para fomentar ecossistemas digitais sustentáveis.

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A formação integra conteúdos técnicos como Git, GitHub, Python, estatística, análise e visualização de dados com projetos práticos, além de módulos dedicados ao autoconhecimento e à autogestão, dois pilares centrais da metodologia PretaLab, que têm como foco desenvolver a autonomia, o senso de pertencimento e o protagonismo das participantes.

“O nosso objetivo é criar uma trilha de formação robusta, acolhedora e conectada com o que o mercado de tecnologia exige, mas sem abrir mão da escuta, da troca e do compromisso com a inclusão. As mulheres negras são potência e devem ocupar o futuro da inovação, com conhecimento, rede de apoio e espaço real para crescer”, afirma Silvana Bahia, codiretora executiva do Olabi.

Aulas e estrutura

As aulas serão ministradas três vezes por semana, às segundas, quartas e quintas-feiras, com conteúdos como controle de versão com Git e GitHub, manipulação de dados com Python, Pandas e Numpy, fundamentos de banco de dados SQL e tratamento estatístico. A última semana será dedicada a um projeto final, com desafios práticos e apresentação em grupo.

A equipe docente é composta exclusivamente por mulheres negras que atuam no setor de tecnologia, trazendo para a sala de aula não apenas domínio técnico, mas experiências de vida e trajetórias que inspiram.

Além das aulas expositivas e sessões de resolução de problemas, o ciclo inclui mentorias, apoio em grupo, materiais de apoio e emissão de certificado para alunas com pelo menos 70% de presença e 75% das entregas realizadas.

Para participar, é necessário ser mulher negra ou indígena (cis ou trans), ter mais de 16 anos, ensino médio completo ou em curso, acesso a um computador com internet e disponibilidade de oito horas semanais. Durante o processo seletivo, as candidatas precisarão resolver um desafio, dentro do prazo estipulado, e os resultados serão divulgados nos canais da PretaLab. Acesse aqui o formulário de inscrição.

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