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UFMG investiga efeitos das cotas raciais no ensino superior federal em pesquisa nacional

Estudo do Observatório de Políticas Raciais analisa acesso, permanência e trajetória profissional de estudantes negros cotistas; questionário está aberto para participantes
Pessoas negras estudando.

Pessoas negras estudando.

— Reprodução/Freepik

8 de setembro de 2025

O Observatório de Políticas Raciais (OPR), vinculado à Faculdade de Ciências Econômicas (Face) da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), investiga os efeitos da política de cotas no ensino superior público federal. O estudo analisa o impacto da medida sobre o acesso às universidades, a permanência dos estudantes e a trajetória profissional dos beneficiários após a conclusão da graduação.

A pesquisa, leva o nome “Efeitos das políticas de cotas no ensino superior público federal: acesso, permanência, oportunidades e trajetória profissional de estudantes negros” e está em fase de preenchimento de questionário on-line.

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Podem participar pessoas que ingressaram em cursos de graduação ou pós-graduação stricto sensu em universidades federais a partir de 2016. Embora o foco recaia sobre estudantes negros cotistas, o levantamento aceita respostas de todos, sem restrição de gênero, raça ou modalidade de ingresso.

Objetivos do estudo

O professor Luís Fernando Silva Andrade, do Departamento de Ciências Administrativas da Face e coordenador do OPR, afirma que o objetivo é analisar os efeitos da política de cotas no ensino superior público federal, “especificamente no que se refere ao acesso, à permanência de pessoas negras que ingressaram nas universidades federais mediante cotas e aos desdobramentos dessa política na trajetória profissional dos seus beneficiários, durante e após a conclusão dos cursos de graduação”.

O projeto tem financiamento do Ministério da Igualdade Racial (MIR) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq).

De acordo com os pesquisadores, “a pesquisa envolve riscos físicos ou mentais minimamente possíveis aos participantes, como cansaço, emoções e constrangimentos”. Caso seja percebido algum mal-estar durante o questionário, é garantido ao participante “o direito de realizar pausas ou interromper o preenchimento do questionário a qualquer momento”.

Em caso de danos, o participante poderá solicitar indenização nos termos da Resolução 466/12.

A equipe de pesquisa ressalta que os instrumentos de coleta utilizados na pesquisa e os dados gerados ficarão arquivados com a equipe de pesquisa por um período de cinco anos, na sala do Observatório de Políticas Raciais – UFMG, sendo destruídos após esse período.


Segundo o grupo, a identidade dos participantes será tratada com os padrões profissionais de sigilo, em conformidade com a legislação brasileira (Resolução nº 510/2016, do Conselho Nacional de Saúde), utilizando as informações exclusivamente para fins acadêmicos e científicos”.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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