Nesta segunda-feira (15), o Festival Tramas Negras chega à sua segunda edição, no Recife, com a proposta de afirmar o protagonismo das heranças africanas no Brasil como potência para diversas expressões e manifestações.
Até o dia 18 de setembro, estão previstas atividades em escolas públicas de três municípios da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata. As oficinas e apresentações são voltadas para dança, mas incluirão também outras linguagens artísticas.
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Realizado pela Okutá Produções, com o apoio da Gira Articulações, o Festival busca aproximar as crianças e adolescentes das tradições pernambucanas. Por meio da dança, música e ancestralidade, a iniciativa pretende difundir uma abordagem positiva das culturas afro-brasileiras, indígenas e africanas.
“Nós vamos abrir reflexões antirracistas importantes para toda sociedade, em aspectos culturais, éticos e poéticos. Entretanto, agir na escola pública valoriza a educação como o grande projeto de transformação social”, afirmou Ivana Motta, responsável pela atividade, em nota à imprensa.
A primeira atividade será realizada no dia 15, na Escola Municipal Senador José Ermírio de Moraes, em São Lourenço da Mata (PE), e contará com a participação da musicista Kelly Rabequeira para a realização da oficina “A rabeca vai pra escola”.
Na terça-feira (16), a Escola Oscar Carneiro, em Camaragibe (PE), receberá o Grupo de Dança Frevo, Capoeira e Passo, para a celebração de seus 40 anos de resistência. Na quarta-feira (17), será a oficina do educador social e professor de danças populares Mestre Tonho das Olindas, “O frevo é negro”, na Escola Oscar Carneiro;
O último dia, quinta-feira (18), terá o Grupo de Dança Frevo, Capoeira e Passo na Escola Municipal Senador José Ermírio de Moraes, em São Lourenço da Mata.