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Lei torna Cais do Valongo patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro 

Legislação promove a valorização e a preservação do sítio arqueológico símbolo de memória da diáspora africana no Brasil
Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, em 2023.

Cais do Valongo, na zona portuária do Rio de Janeiro, em 2023.

— Tomaz Silva/Agência Brasil

13 de setembro de 2025

O sítio arqueológico Cais do Valongo, localizado na região portuária do Rio de Janeiro, foi reconhecido como patrimônio histórico-cultural afro-brasileiro essencial à identidade nacional. A Lei nº 15.203 foi sancionada e publicada no Diário Oficial da União nesta sexta-feira (12).

O texto estabelece diretrizes para a preservação do título de Patrimônio Mundial da Humanidade, concedido em 2017  pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) como marco da resistência cultural negra no país.

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O local foi a principal porta de entrada de africanos escravizados no Brasil e nas Américas. Estima-se que recebeu cerca de 1 milhão de pessoas traficadas em quatro séculos de escravidão, através do tráfico transatlântico africanos escravizados.

Segundo o Palácio do Planalto, o objetivo da nova lei é garantir a preservação do local como símbolo da memória da diáspora africana e do processo de escravização no Brasil, em consonância com as diretrizes da Constituição Federal e da Unesco.

A legislação estabelece ainda a realização de consultas públicas com entidades voltadas à defesa dos direitos da população negra, além da orientação técnica de especialistas em patrimônio histórico. Também estão previstos o respeito às manifestações culturais afro-brasileiras e a proteção de bens sagrados de religiões de matriz africana.

A nova lei trata ainda da integração do sítio a circuitos culturais, da divulgação de sua relevância em âmbito nacional e internacional, e da coordenação de ações com a cidade do Rio de Janeiro para assegurar sua conservação.

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  • Thayná Santana

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