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‘Junção de gêneros’: projeto musical valoriza pagode urbano e diversidade na música popular brasileira

O produtor musical Lukinhas lidera nova iniciativa com o “Poesia de Boteco” e fala em entrevista sobre a consolidação do pagode urbano na trajetória artística
O cantor, produtor e compositor Lukinhas no projeto “Poesia de Boteco”.

O cantor, produtor e compositor Lukinhas no projeto “Poesia de Boteco”.

— Divulgação/Assessoria AriPrensa

20 de setembro de 2025

O cantor e compositor Lukinhas assumiu a produção musical de “Poesia de Boteco”, novo projeto que reúne artistas para resgatar a diversidade sonora dos botecos, conhecidos como espaços tradicionais de convivência e experimentação musical.

Com um conceito criativo, o projeto tem como foco o pagode urbano, subgênero que mistura elementos do pagode tradicional com influências do rap, trap e outros gêneros urbanos. A primeira faixa da iniciativa conta com participações de Xamã, Lourena, Bin e J.Eskine, nomes de destaque da cena cultural.

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Em entrevista à Alma Preta, Lukinhas explicou como o subgênero influencia a criação do projeto por evidenciar essa pluralidade de sons.

“O pagode urbano nada mais é do que a junção dos gêneros urbanos. Basicamente, é a batida tradicional, a batucada do pagode, com uma linguagem mais direta, como a usada no rap e no trap. O pagode é um pouco mais poético, já o pagode urbano é uma forma mais direta de cantar”, afirma.

Para Lukinhas, o projeto representa um momento importante em sua trajetória artística. “É um dos projetos mais desafiadores que já realizei e vai ser um dos maiores da minha trajetória por bastante tempo. Ele simboliza aquilo que venho construindo há anos, o pagode urbano, unindo diferentes vertentes da música popular brasileira”, destaca.

A proposta também contribui para popularização do estilo na música nacional. “Acho que estamos falando de uma consolidação do subgênero. O canal da Pinneapple é um dos maiores do Brasil, um holofote gigantesco para o pagode urbano e isso ajuda a ampliar o alcance”, conta.

Desafios do streaming e segmentação da música

O projeto também surge como uma resposta aos desafios impostos pelas plataformas de streaming, que frequentemente segmentam os ouvintes por gênero musical. Essa divisão pode limitar o alcance de artistas que transitam entre diferentes estilos.

Além disso, busca promover encontros entre nomes de diferentes vertentes da música brasileira, como rap, pagode, R&B e piseiro, refletindo a pluralidade cultural presente nos botecos brasileiros. “Esse projeto devolve a experiência do boteco, onde se ouvia um pouco de tudo em um mesmo espaço”, relata.

Próximos passos

A nova faixa do projeto também resgata as origens de Lukinhas, que começou sua carreira musical em 2014, tocando em bares. Em 2019, assinou com uma gravadora e viveu uma virada em sua trajetória artística.

Segundo o cantor, novos lançamentos do projeto já estão previstos ainda este ano para dar continuidade a proposta. 

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  • Thayná Santana

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