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‘Quando a democracia recua, o povo negro é o primeiro a ser afetado’, diz Talíria Petrone em ato contra a anistia

Em declaração à Alma Preta durante manifestação no Rio de Janeiro, a deputada federal defendeu o aprofundamento da democracia no Brasil
As deputadas federais Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ) descem de carro de som após falas durante manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025

As deputadas federais Talíria Petrone (PSOL-RJ) e Benedita da Silva (PT-RJ) descem de carro de som após falas durante manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025

— Solon Neto/Alma Preta

21 de setembro de 2025

Neste domingo (21), dezenas de milhares de pessoas foram às ruas em diversas capitais brasileiras em manifestações contra a anistia aos condenados por tentativa de golpe no Brasil durante a eleição presidencial de 2022 e a chamada “PEC da blindagem”. Ambas as propostas foram anunciadas durante a semana na Câmara dos Deputados, gerando repúdio nas redes sociais e no mundo político, além da convocação de atos em todo o Brasil.

No Rio de Janeiro, o protesto ocorreu em Copacabana, ocupando um local onde tradicionalmente ocorrem manifestações bolsonaristas. Em um dia de sol e calor, o ato contou com apresentações musicais de Gilberto Gil, Djavan, Paulinho da Viola, Chico Buarque e Caetano Veloso, entre outros.

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Milhares de pessoas participaram da manifestação, incluindo diversas lideranças políticas que fizeram falas durante o protesto. Entre elas, as deputadas federais Benedita da Silva (PT-RJ) e Talíria Petrone (PSOL-RJ), além da vereadora pelo Rio de Janeiro Tainá de Paula (PT).

Manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025
Manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025 (Foto: Solon Neto/Alma Preta)

Em entrevista à Alma Preta, Petrone destaca que a defesa da democracia é fundamental para que ela possa ser aprofundada, alcançando ainda mais a população negra.

“Sabemos que quando a democracia dá passos para trás, é o povo negro o primeiro a ser afetado nesse país que teve quase quatro séculos de escravidão. A gente quer defender esse bem maior do povo, que é a democracia, para aprofundá-la, para fazê-la chegar ao povo preto, a cada favela, a cada trabalhador preto brasileiro”, diz Petrone, saudando ainda a “luta organizada do movimento negro”.

A vereadora pelo Rio de Janeiro Tainá de Paula (PT-RJ) durante manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025
A vereadora pelo Rio de Janeiro Tainá de Paula (PT-RJ) durante manifestação contra a anistia e a PEC da Blindagem, Rio de Janeiro, 21 de setembro de 2025 (Foto: Solon Neto/Alma Preta)

Manifestações como a do Rio de Janeiro foram registradas em todas as capitais brasileiras neste domingo (21), além de diversas outras cidades pelo país, marcando uma espécie de retorno às ruas por parte da esquerda.

É o que aponta Tainá de Paula, Secretária Municipal de Meio Ambiente e Clima, também em conversa com a Alma Preta, que salienta a manifestação simboliza um movimento de “reocupação das ruas” por parte dos movimentos sociais e partidos ligados à esquerda no Brasil. “É muito importante derrotar o bolsonarismo aqui, onde o povo está”, conclui.

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  • Solon Neto

    Cofundador e diretor de comunicação da agência Alma Preta Jornalismo; mestre e jornalista formado pela UNESP; ex-correspondente da agência internacional Sputnik News.

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